Padre Reginaldo Manzotti: quem não pode ir à Igreja, mas participa da celebração pela TV recebe indulgência

Na coletiva, cada veículo de comunicação tinha o direito de fazer uma única pergunta.

 

O show do padre Reginaldo Manzotti, na Expomar, em Marmeleiro, atraiu milhares de pessoas de toda a região, na noite de sexta-feira.

Na coletiva com o Padre Reginaldo Manzotti, cada veículo de comunicação tinha o direito de fazer uma única pergunta. 

Por sorte não choveu, senão o padre e os jornalistas sairiam molhados, porque o local da entrevista, que ficava atrás do palco, era aberto. O padre foi muito solícito e, mesmo com a reivindicação da assessoria para encerrar, ele aceitou responder mais questões. O JdeB conseguiu fazer mais algumas. 

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JdeB – O Papa acaba de decretar que a partir de 8 de dezembro é o Ano Santo da Misericórdia. Como o senhor avalia isso?
Padre Reginaldo Manzotti: Momento de bênçãos. O Papa Francisco é um papa que falou muito pouco no seu primeiro dia, mas a sua atitude foi um diferencial. Ele não falou de simplicidade, ele agiu com simplicidade. Isso fez a diferença. Então era natural que papa iria nos surpreender, proclamando o ano santo da Misericórdia agora dia 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição e a proposta impressionante dele. 
Não é um ano santo restritivo, mas que abre para todos os caminhos. 
Ele estabeleceu que se um prisioneiro estiver na cela e passar pela sua cela num ato de reconciliação tem as indulgências. Se uma pessoa doente acompanhando pela TV daí meu empenho com os meios de comunicação “que não pode ir à igreja por doença ou por idade avançada e participar fielmente da celebração recebe indulgência.” 
Então nós teremos o prazer de estarmos vivos no ano santo da Misericórdia, quando teremos a oportunidade de expiar nossos pecados. Por que quem aqui não é pecador atire a primeira pedra. Acredito que o ano santo não é para aqueles que já estão na igreja. É para manter os que estão e buscar os que ainda não receberam a mensagem. 

JdeB ? O senhor é uma pessoa vaidosa e muito admirada pelo trabalho que desenvolve. Outros padres que também são cantores também são bastante vaidosos no sentido que se arrumam bastante e se preocupam com a beleza. Isso pode ser um problema?
Padre Reginaldo: Você está me chamando de vaidoso, eu não acho que sou. 

JdeB ? É uma afirmação a partir do momento que o senhor se cuida, faz bem a barba, arruma o cabelo. É uma preocupação com a aparência, não é?
Padre Reginaldo: Veja, o corpo é uma bênção de Deus. Cuidar do corpo é uma responsabilidade de todos nós. Eu trabalho com televisão. Acredito que fazer bem a barba a gente aprende no seminário. Cuidar do corpo pra ter saúde é um ato de amor a Deus. Ter asseio, ter cuidado com a saúde, não significa ser uma pessoa vaidosa. A vaidade por si só já é um erro. Eu não me sinto uma pessoa vaidosa, eu me sinto uma pessoa que cuido daquilo que Deus me deu para melhor evangelizar.

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