O beltronense Gildo Rodrigues de Lima voltou empolgado do Simpósio Galístico que participou, em Brasília, como palestrante, dias 9 a 12 deste mês. Ele destaca a representação – dos 27 estados brasileiros, 22 estavam presentes -, pela quantidade e qualidade das palestras. “Não esperava que fosse tão grande, extraordinário, muito além da expectativa.”
Aos galistas da região, Gildo voltou dizendo que devem combater o mito de que briga de galo é proibida. “Não é proibida, não tem tipificação legal.”
Por medo de ilegalidades, tem ocorrido fuga de galistas quando são abordados pela polícia. Gildo já dizia que o galista não deve fugir e agora, reforçado pelas palestras que teve em Brasília, ele repete: “Quando os galistas fogem de um encontro galístico, aquilo que seria apenas uma abordagem policial torna-se uma caçada, porque o policial não sabe se a fuga é por porte de armas, drogas ou outro motivo”.
Gildo fala como acadêmico do curso de Direito (Unipar de Francisco Beltrão) e galista há muitos anos. “A proibição só traz prejuízo social, econômico e cultural, eu nunca fugi de abordagem policial, sempre colaborei com o serviço prestado pelos policiais e nunca fui maltratado ou desrespeitado por eles e nunca sofri nenhuma sansão penal.”
Ele acrescenta que, “se houvesse alguma lei que proibisse combate de galos, os legisladores não estariam querendo tipificar no nosso Código Penal”.
Os galistas estão questionando os artigos 404 e 405 do novo Código Penal. Este foi o tema, no Simpósio de Brasília, do dr. Sílvio Miranda. As demais palestras foram as seguintes:
– Gildo de Lima – A história do galismo no Brasil e no mundo.
– Capitão Pedro Mendes, de Gravatá (PE) – Artigo 5º da Constituição Federal.
– Dr. Oscar Filho – Mandado de segurança.
– Dra. Kátia – Postura do advogado em defesa do galismo.
– Dr. Paulo Fernando – Aspectos culturais, artigos 215 e 216 da Constituição Federal.
– Dr. Júlio – Comportamento do galista diante da abordagem policial e explanação da Lei 9.605.
– Dr. Rodrigo Prates – advogado da Anacom (Associação Nacional dos Criadores de Aves de combate).
– Dr. Éder – Lei das apresensões 13.052.
– Dr. Ânderson, zootecnista e veterinário – natureza belicosa dos galos de combate.
– Biólogo Ademar Lamoglia.
– Dr. Braitwer – Criação e manejo.
– Dr. Sandro – Aspectos econômicos e sociais.
– Edson Méscua, presidente da Anacom.
– Victor Manuel Negrete, do Peru, presidente mundial dos criadores de aves de combate, fez o discurso de encerramento.
Os participantes do congresso também fizeram uma visita ao senador Telmário Mota, de Roraima. Segundo Gildo, ele também é criador de aves em combate.







