O movimento que passou pela Aduana de Dionísio Cerqueira, na Fronteira entre Brasil e Argentina, no mês de maio, manteve-se praticamente estável em relação à corrente financeira (exportações mais importações), com um ligeiro crescimento sobre o valor do mês de abril. No entanto, ele apresentou crescimento considerável quanto ao total de cargas e de documentos de importação e de exportação.
As planilhas de movimento, divulgadas mensalmente pela Receita Federal, são feitas com os valores em dólar. Para a conversão dos valores em real, foi usado o câmbio do início de junho, quando o dólar valia R$ 3,525.

Corrente financeira
Pela Área de Controle Integrado (ACI Cargas), a Aduana de Dionísio Cerqueira, em maio deste ano, somou US$ 44.393.000,00 (cerca R$ 156 milhões). Esse valor foi 17,957% maior que o total de maio de 2015, mas se manteve praticamente no mesmo patamar do total de abril de 2016.
O valor acumulado, nos cinco primeiros meses de 2016, é de US$ 221.447.000,00 (cerca de R$ 780 milhões). Esse valor ficou 3,972% acima do valor do mesmo período do ano passado.
Do total do movimento, nos cinco primeiros meses de 2016, US$ 140.105.000 (cerca de R$ 493 milhões) referem-se a exportações brasileiras, o que equivale a 63,267% do total do movimento. Os 36,733% restante foi de importações.
Além disso, na exportação houve aumento de 81,60% no número de despachos, enquanto que para a importação o número de despachos de importação foi 13,42%, superior ao registrado em maio de 2015.
Veículos
Em maio deste ano, 1.442 caminhões passaram pela Aduana cerqueirense. O total foi 35,399% maior que o verificado em maio de 2015 e 8,014% maior que o de abril deste ano. O total acumulado nos cinco primeiros meses de 2016 é de 6.516 caminhões.
O número é 15.368% maior que o total do mesmo período no ano passado, que foi de 5.648 caminhões.
Recuperação da economia de fronteira
JdeB – Para o inspetor-chefe da Inspetoria da Receita Federal (IRF) de Dionísio Cerqueira, Valter Solon Durigon, o crescimento apresentado neste ano é parte de um processo de recuperação. “Os dados mostram que ano passado foi um ano muito difícil, e agora os valores estão se recuperando”, afirma.Ele conta que a exportação teve o maior crescimento nesse período, principalmente devido à valorização do dólar, mas que os valores ainda não chegaram ao que costumavam ser até 2014. “Antes do ano passado era normal ter meses em que passavam até dois mil caminhões por aqui, e no ano passado teve meses em que mal passaram mil”, ressalta.
Mas ele acrescenta que essa recuperação demonstrada no começo desse ano não significa que a economia vai voltar a se estabelecer da maneira em que estava antes. Para ele, por enquanto ainda é difícil afirmar isso.
Ainda assim, esse aumento volta a mobilizar a economia de fronteira. O inspetor-chefe comenta que “aqui nosso principal enfoque é em empresas que envolvem o comércio exterior, então essa retomada de números de exportação e importação significam geração de empregos e tributos, e uma movimentação na economia”.







