Restauro une gastronomia, arte e moda

Dos pratos à decoração, a criatividade da proprietária Anahiê Lopes chama atenção.

 

Uma pipa de vinho virou casinha de brincar no Restauro.
A criatividade é da chef Anahiê Lopes, que une gastronomia, arte e moda no mesmo ambiente. 

 

“Gostar de cozinhar é uma coisa, abrir um negócio é outra”, garante Anahiê Matos Lopes, 24 anos, que, apesar da pouca idade, tem conhecimento de causa. Ela é proprietária do Restauro Gastronomia, inaugurado dia 22 de junho, cujo público é formado principalmente por famílias com crianças e grupos de amigos. 
O Restauro serve lanches, sanduíches, quatro opções de massas e as chapas, que são porções, entre elas a de costelinha suína com molho barbecue e batatas rústicas. Nas quartas-feiras, todas as mulheres ganham um drink. É possível fazer pedidos por telefone, somente com entrega no balcão. 
Anahiê fez questão de participar de todas as etapas deste empreendimento. A obra, feita com contêineres e madeira nobre, levou pelo menos seis meses para ficar pronta. A proprietária optou pelo contêiner por ser móvel e aproveitou a lata para fazer as divisórias, mas ainda prevalece a madeira – cerca de 1% apenas é concreto. O colorido das cadeiras e a decoração contrapõem a seriedade da madeira.
Desde criança, ela é adepta do reaproveitamento de materiais e resgatou janelas de madeira e venezianas esquecidas em casas demolidas para usar em sua obra. Também utilizou peças que já tinha em casa, como cadeiras, reformadas por ela mesma. Além disso, ganha muitas peças antigas para integrar a decoração, como um rádio da década de 1950. “Aqui vai ser um museu no futuro”, prevê.
Uma pipa, que era da Vinícola São Manoel, de sua família, virou uma casinha de brincar, chamada de “Casa Vô Guiomar”. 
Anahiê é uma verdadeira artista e cada espaço tem seu toque. As luminárias do piso superior, por exemplo, foram feitas com negativos de fotografia e com slides de retroprojetor. Em breve, planeja convidar fotógrafos e artistas para exporem seus trabalhos nas paredes do restaurante. 
O Restauro atende a partir das 18h e fecha somente nas terças-feiras. 

- Publicidade -
Anahiê Lopes é uma verdadeira artista e cada espaço tem seu toque. As luminárias do 
piso superior foram feitas com negativos de fotografia e slides de retroprojetor.

 

Pequena mestre cuca
Ainda com pouca idade, Anahiê já cozinhava e foi a partir daí que decidiu cursar Gastronomia. Afinal, como surgiu esse interesse? “Quando criança, eu fazia bolos e sobremesas. A família da minha mãe (Zélia) é mineira e estava sempre na cozinha. Num desses momentos de culinária em família, meu pai (Paulo) sugeriu que eu fizesse algo nesta área. Isso quando eu ainda estava no 1º ano do ensino médio”, relata. 
Ela cursou bacharelado em Gastronomia pela Univali, em Itajaí (SC). Na sua época de universitária, o curso levava três anos e meio, mas agora são quatro anos. Os dois primeiros anos, que é a parte prática, é chamado “Cozinheiro Chef Internacional e Pâtissier”. “Muitos fazem só esses dois anos. Existe a possibilidade de fazer esta formação e sair com diploma”, afirma.
Os dois anos seguintes são mais teóricos, abordando áreas como empreendedorismo, contabilidade, direito e marketing. “Temos uma pincelada sobre como abrir um negócio.” Anahiê concluiu as duas formações ao mesmo tempo, por isso se formou com 20 anos. “O esforço na cozinha é muito grande, o que contraria a glamourização da profissão”, diz a também empresária, sobre o modismo da onda “gourmet” dos últimos tempos.
A chef fez ainda especialização em eventos, em Curitiba, então surgiu a oportunidade de gerenciar um hotel em Beltrão, por isso voltou para sua cidade natal. “A ideia era abrir algo bem pequeno, mas o sonho foi ganhando mais proporção com a colaboração do meu pai”, confessa. 

Sabores da infância
Pelo menos uma vez por mês, ela planeja fazer almoços temáticos. No feriado do dia 12, será servido o almoço Sabores da Infância, com bufê por pessoa, e à tarde haverá atividades para as crianças, com oficinas de cookies e bonecos. 
O Restauro Gastronomia fica na Rua Curitiba, 1.716, em Francisco Beltrão.

Anahiê resgatou janelas de madeiras e venezianas esquecidas em casas demolidas e usou em sua obra.
O fogão a lenha, à esquerda, também decora o ambiente. 
Fotos: Leandra Francischett/JdeB

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques