
Carlos Roberto Bacila é um dos nomes da linha de frente de Direito Penal Brasileiro na atualidade. Autor de dez obras na área, ele esteve em Pato Branco para falar sobre mulher, pobreza e religião e suas influência no sistema. Durante um café da manhã, foi recepcionado na sede da OAB, onde conservou com advogados e jornalistas. “Nós procuramos mostrar que os estigmas ou preconceitos influenciam de maneira direta na aplicação do Direito Penal, criando um desequilíbrio na balança da Justiça”, disse.
A igualdade no Direito Penal é um princípio que permite viver em uma sociedade equilibrada. Na visão do professor, vivemos um momento crucial, que deve levar para a pauta de discussão nacional o Direito Penal. “Precisamos tratar em igualdade uma pessoa que pratica um latrocínio na periferia de uma cidade qualquer e o político corrupto de Brasília que lesa a pátria em milhões de reais em um único ato de corrupção”, defendeu Bacila.
Já se avançou muito, segundo o ele, “com o fortalecimento das instituições através do momento sem precedentes que testemunhamos”. “Um juiz sério, com Sérgio Moro, permitiu uma nova visão para a trilha de impunidade que se vivia. Não importa classe social, cor, credo religioso, se uma pessoa praticou um crime, ela tem que responder em condições de igualdade, afinal o Direito tem como base a máxima tratar de forma igual os desiguais, na medida de suas desigualdades”, destacou.
Para o professor Bacila, o Brasil precisa retomar a discussão do Direito Penal e investir em políticas públicas de educação e segurança, para que se desenvolva uma consciência democrática e ética em todos os cidadãos.





