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A Black Friday será realizada em todo o País na próxima sexta-feira, 25, mas desde o início do mês de novembro os principais sites de comércio eletrônico estão anunciando promoções com descontos, segundo eles, que podem chegar a “70%” do valor do produto ou então “leve dois” pelo preço de um. Com tanta propaganda, fica difícil para o consumidor distinguir o que é real do que é falso. Por isso, os órgãos de defesa do consumidor estão alertando os compradores para que tomem cuidado na hora de fechar negócio. Tradicional nos Estados Unidos, o evento foi criado com o objetivo de renovar os estoques das lojas para o período de vendas do Natal e, no Brasil, ocorre desde 2010.
A coordenadora jurídica do Procon de Francisco Beltrão, Mônica Olivo, salienta que os Procons de todo o País se uniram com representantes do comércio varejista para garantir que os consumidores tenham compras mais seguras. Entre as recomendações está o serviço de atendimento ao consumidor, adequado e efetivo, de acordo com o horário de funcionamento do estabelecimento para o evento. No caso das lojas on-line, o atendimento deve ser realizado 24 horas, da meia-noite até as 23h59 de 25 de novembro, por chat, principais redes sociais ou telefone. Outra recomendação são descontos efetivos para os produtos participantes da Black Friday, sem aumento prévio do preço sobre o qual incidirá o desconto anunciado.
Além disso, foi recomendado que as empresas disponibilizem estrutura e equipe adequadas para atendimento do público no dia da ação no caso das lojas físicas, e reforcem a infraestrutura dos sites para melhorar a estabilidade, evitando a ocorrência de oscilações decorrentes do grande volume de acessos.
De acordo com ela, nos sites, houve a orientação para que as empresas de e-commerce reforcem seus servidores para não ocorrer panes ou oscilações durante as compras. “A estrutura tem que estar preparada para suportar milhões de acessos e pedidos de cadastros.” Outra dica importante, alerta Monica, é que os consumidores façam cópias das telas de compra (prints) para ter alguma prova numa eventual contestação. “É sempre importante que as pessoas verifiquem o CNPJ, o endereço do vendedor, veja como é o pós-venda da empresa. Além disso, deve-se procurar o site diretamente e evitar entrar pelos links com promoções que são enviados pelos e-mails.”
Ao perceber que foi vítima de fraude, o cidadão deve procurar a delegacia de polícia para que a empresa seja investigada. A coordenadora lembra ainda que é necessário evitar wifi de locais públicos, pois os dados pessoais podem ser roubados. “O primeiro contato deve ser com a empresa que fez a venda, se o problema não for resolvido, o consumidor pode procurar o Procon de sua cidade ou a plataforma consumidor.gov.br para registrar sua reclamação.”
As empresas do e-commerce foram orientadas a informar o consumidor que o fato de colocar o produto no carrinho não significa que ele esteja garantido, ou seja, a reserva somente será feita após a finalização do pedido e a aprovação pela operadora de cartão.
Preços, descontos e condições de pagamento precisam ser efetivos para os produtos participantes da Black Friday e, caso solicitado pelos Procons, as empresas deverão disponibilizar informações que comprovem que não houve manipulação dos preços. *Com informações de assessorias.
Veja dicas
Informe-se sobre a reputação da loja em que pretende comprar.
Busque informações na Internet e com experiências de amigos, conhecidos ou familiares.
Cuidado com e-mails e sites fraudulentos!
E-mails não solicitados podem conter anexos infectados e links que podem levar o consumidor a sites fraudulentos ou até mesmo instalar malwares no computador e dispositivos móveis.
Consulte os sites comparadores de preços e produtos on-line.
Pesquise sobre os produtos que deseja comprar e avalie a variação do preço promocional no dia da oferta. Certifique-se de que os descontos ofertados de fato valem a pena e são reais.
Guarde todos os registros de sua compra.
Documentos como e-mails de confirmação, códigos de localização e de realização da compra e até mesmo protocolos de atendimento servirão para comprovar a compra, caso necessário.
Verifique se o site da empresa possui conexões seguras para proteção de seus dados.
Identifique no início do endereço eletrônico a presença do “https” e de um cadeado ativado na extremidade esquerda da barra de endereços do seu navegador. Não forneça seus dados bancários a sites que não possuem certificados de segurança.
Teve problemas com sites de comércio eletrônico? Saiba como agir!
Caso ocorra algum problema ou abuso junto a sites regulares de comércio eletrônico, o consumidor deve primeiramente contatar o fornecedor para a resolução da questão. Em caso de não ser devidamente atendido, pode recorrer ao portal Consumidor.gov.br, se a empresa estiver cadastrada, ou ao Procon mais próximo de sua residência.





