”As famílias terão que pagar aposentadoria dos filhos desde o nascimento”, diz gerente

De acordo com dados do balanço da Fenaprevi, em outubro, o sistema registrou 82.608 pessoas usufruindo benefícios (aposentadorias, pecúlios, pensões, renda para menores e renda por invalidez) pagos por planos abertos de caráter previdenciário.

Com a proposta de reforma da previdência, que entre outras coisas prevê a contribuição de pelo menos 49 anos para alcançar a aposentadoria integral, deverá aumentar a procura por planos privados. Quem não atingir as quase cinco décadas de contribuição não deixará de se aposentar, contudo, o valor do rendimento será menor. Por exemplo, o tempo mínimo de contribuição é 25 anos, mas ao cumprir isso, o aposentado terá direito a 76% do benefício. O que muitos especialistas estão recomendando é que o trabalhador faça um plano de previdência complementar, para que não precise continuar trabalhando após os 65 anos. 
O gerente da agência da Caixa Econômica Federal, Laurici Antonio de Campos, observa que o plano de previdência privada é como uma poupança mensal, com flexibilidade total para alterar idade e o valor da aposentadoria. Com a situação das contas públicas no País cada vez mais em dificuldade, a aposentadoria complementar passa a ser uma necessidade de quem quer garantir um futuro tranquilo e com segurança financeira.
Laurici diz que, em média, o juro pago é de 1% ao mês e as especificidades variam de acordo com cada plano. A Caixa, por exemplo, tem várias modalidades, uma delas é o Viver + Fácil que tem contribuições fixas e prazo determinado. O contratante paga R$ 100,00 por mês, pode investir durante 5 ou 10 anos e ao final resgatar o valor acumulado ou receber uma renda mensal temporária por um período pré-determinado. 
“As famílias terão que se programar para pagar a aposentadoria dos filhos desde o nascimento. Com uma pequena contribuição mensal é possível garantir a aposentadoria do filho mais cedo. Contudo, é preciso vencer a tentação de querer sacar o dinheiro para comprar um bem, por exemplo”, ressalta o gerente.

Adesões em Beltrão
O pequeno empresário beltronense Marcelo Susin fez um plano de previdência privada há cerca de dois anos. E conta que se arrepende de não ter começado antes. De acordo com ele, o investimento nesta modalidade, assim como em aplicações financeiras, só é interessante se for a longo prazo. Quanto mais tempo deixar, menor será a incidência do Imposto de Renda Pessoa Física(IRPF). “Porém, na previdência normalmente paga-se uma taxa de administração, que varia conforme cada instituição entre 2% e 4% sobre o valor mensal aplicado. Além disso, em determinados períodos em que a taxa de juros Selic, que é a taxa vinculada ao rendimento, estiver baixa, o rendimento será baixo, seja aplicação ou previdência.”
O professor Robson Faria, do curso de Administração do Cesul, observa que há até pessoas pensando em deixar de contribuir com o INSS. Entretanto, ele salienta que o objetivo da previdência é “forçar” o indivíduo a guardar esse valor durante sua vida ativa, tendo em vista o rendimento quando não puder mais trabalhar. “Caso não tivéssemos esse sistema, muitas pessoas não guardariam esse valor, ficando desamparadas ao final de suas vidas. Se o brasileiro tivesse a consciência de que deve guardar parte da sua renda para o futuro, esse sistema de previdência obrigatório do governo não seria necessário.”

Outros tipos
Ele afirma que existem duas modalidades de previdência privada mais procuradas: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). No primeiro é permitida interrupção temporária dos depósitos, bem como sua migração para outros investimentos, além do saque total do capital depositado, havendo nesse caso cobrança de Imposto de Renda e taxa de administração sobre o total. Já no VGBL a cobrança do imposto é apenas sobre o rendimento, todavia as regras costumam ser mais rigorosas para saques e transferências antes do prazo acordado. O benefício para esse tipo de aplicação é a possibilidade de abatimento no Imposto de Renda do valor contribuído, com limite de 12%. 
“É importante estar atento ao contrato no que diz respeito às formas de recebimento. O investidor pode receber uma renda vitalícia ou até uma data acordada, como por exemplo 20 anos. Também deve-se verificar os beneficiários em caso de falecimento, deixando no contrato um prazo mínimo garantido. Por fim, para melhor escolha verifique as taxas de administração, formas de tributação e custos de transferências ou desistência. Assim, você estará optando por uma boa forma de guardar seu dinheiro para o futuro”, esclarece o professor.
Simulação do Tesouro Direto atrelada ao índice de inflação. Com um investimento hoje de R$ 20 mil o resgate seria aproximadamente de R$ 656.813,06, divididos em 30 anos seria possível uma renda aproximada de R$ 2 mil por mês.  Com inflação considerada de 7% ao ano.

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Número de investidores em previdência cresceu 5,8%

JdeB e Assessoria – Muitas pessoas já estão atentas a isso. Segundo a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), o número de novos investidores em planos de previdência cresceu 5,8% em 12 meses. A mesma entidade divulgou que os aportes a planos abertos de caráter previdenciário acumularam R$ 8,88 bilhões no mês de outubro, apresentando uma evolução de 38,53% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando as contribuições somaram R$ 6,41 bilhões. 
A captação líquida (diferença entre depósitos e resgates) apresentou um saldo positivo de R$ 4,06 bilhões, representando crescimento de 56,76% em comparação à captação líquida de R$ 2,59 bilhões registrada no décimo mês do ano anterior. 
De acordo com dados do balanço da Fenaprevi, em outubro, o sistema registrou 82.608 pessoas usufruindo benefícios (aposentadorias, pecúlios, pensões, renda para menores e renda por invalidez) pagos por planos abertos de caráter previdenciário. No período, também foram contabilizadas 12.897.391 pessoas com planos contratados. Do total, 9.735.920 são pessoas com planos individuais e 3.161.471 pessoas com planos empresariais. Os planos individuais foram os que mais receberam recursos no período. No total, foram investidos R$ 7,81 bilhões. Do volume de contribuições aos planos individuais, R$ 150,94 milhões foram investidos em planos para menores. Já os recursos destinados a planos empresariais somaram R$ 1,06 bilhão em contribuições. Na análise por modalidade de plano, o VGBL recebeu contribuições de R$ 8,16 bilhões no período. O PGBL registrou R$ 646,24 milhões. Os planos tradicionais de acumulação registraram R$ 67,59 milhões.

 

 

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