A mulher é moradora de Salto do Lontra, mas o parto aconteceu em Santa Izabel do Oeste.
A Polícia Civil prendeu uma mulher de 30 anos, moradora de Salto do Lontra, que confessou ter matado o próprio filho recém-nascido. O crime foi descoberto nesta segunda-feira, 2, após uma denúncia do Conselho Tutelar. Ela contou, em depoimento, que teria matado o filho ainda na sexta-feira, depois de ter ganhado alta de um hospital de Santa Izabel do Oeste. Depois ela voltou pra casa, trazendo o recém-nascido já sem vida, e escondeu o corpo dentro de uma caixa que foi encontrada na manhã desta segunda-feira, em um dos cômodos da residência.
O delegado Ricardo Moraes Faria dos Santos disse que há cerca de 40 dias a Secretaria de Saúde e o Conselho Tutelar receberam a informação que estaria grávida e escondendo a gravidez, inclusive de familiares próximos. “Eles foram até a casa para ver se ela precisava de um atendimento pré-natal, mas como ela já teve quatro filhos, esse seria o quinto, e tem uma compleição física mais avantajada, não conseguiram constatar se ela estava grávida ou não. Posteriormente, na sexta-feira, eles tiveram a informação de que ela fez o parto, mas ninguém teria visto a criança. O Conselho Tutelar foi na casa e conversou com todos, mas ela negava, dizia que sequer esteve grávida. Contudo, havia o prontuário do hospital que mostrava que ela fez o parto no dia 28 de dezembro com alta no dia 30. Hoje pela manhã ela foi até o conselho, confessou que teve a criança, mas que por não ter condições de sustentar tinha dado para uma madrinha, porém não sabia dizer o nome, nem o endereço da madrinha. Mais tarde acabou confessando que tinha matado a criança e escondido no meio de algumas roupas”, falou em entrevista para a Rede Massa.
O bebê era um menino, que nasceu pensando 3,300 kg. Ele foi encontrado na casa onde vivem a mãe, o marido e outros 3 filhos. Segundo o delegado, para a polícia a mulher contou ainda que pretendia jogar o corpo do filho em uma fossa que fica nos fundos da residência.
A mulher foi autuada em flagrante e a polícia já representou pela prisão preventiva dela. Por enquanto permanece detida na delegacia de Francisco Beltrão onde aguarda a decisão da Justiça. O advogado de defesa, Douglas Copetti, disse que a suspeita não conseguiu dar motivo de ter escondido a gravidez. “Ela só diz que queria doar, mas não achou pra quem. Tudo indica, conforme o depoimento dela, que trata-se de depressão pós-parto.” Ele falou que pretende usar a confissão para atenuar uma possível condenação. “Creio que o judiciário vá entender como infanticídio, afinal de contas a Medicina e o Direito Criminal preveem essa depressão pós parto no estado puerperal.” (Com informações da jornalista Monique Sfoggia/ Rede Massa).




