Depois do alerta em Minas Gerais, população está apreensiva com a situação.

A situação da febre amarela no Estado de Minas Gerais tem preocupado autoridades e a população de outras regiões, inclusive do Paraná. O estado mineiro já notificou 110 casos suspeitos e investiga mais de 30 mortes até agora.
Com o cenário, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa/PR) recomendou que os municípios reforcem o trabalho de vacinação contra a febre amarela na rede pública de saúde, principalmente para as pessoas que irão viajar para regiões de risco para a doença.
A vacina está disponível nas unidades de saúde pelo sistema público e deve ser tomada até dez dias antes da viagem para que o organismo possa produzir os anticorpos necessários. Para garantir a imunidade, são necessárias pelo menos duas doses ao longo da vida, sendo que o reforço é aplicado 10 anos após a primeira dose.
Segundo a enfermeira Cátia Schmitz, da Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde de Francisco Beltrão, a procura pela vacina contra a febre amarela aumentou nas unidades de saúde do município desde que foram divulgadas as notícias sobre os casos em Minas Gerais. O Paraná é considerado zona de transição e as autoridades estão monitorando a situação com bastante cautela.
Sobre a doença
A febre amarela é uma doença infecciosa grave, que, se não tratada rapidamente, pode levar à morte em cerca de uma semana. Na área rural ela é transmitida por mosquitos silvestres, o Haemagogus, e a urbana é transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. A transmissão do vírus ocorre quando o mosquito pica uma pessoa ou macaco infectados, normalmente em regiões de floresta e cerrado, e depois pica uma pessoa saudável, que, ao retornar para a cidade, possibilita a transmissão para outras pessoas pelo Aedes aegypti, podendo causar surtos de febre amarela nas áreas urbanas.





