Autoridades debatem a segurança escolar

O primeiro encontro regional de segurança escolar foi promovido pelo Núcleo Regional de Educação de Dois Vizinhos.

 

Joselito Teixeira dos Santos, Pedro Marcelo Pereira, Nielson Azeredo, Andréa Rosa,
José Antônio da Silveira Júnior e Margarete Maria Lemes falaram sobre o tema proposto.
Foto: Alexandre Bággio/JdeB

Durante toda a terça-feira, aconteceu o 1º Encontro Regional de Segurança Escolar, promovido pelo Núcleo Regional de Educação (NRE) de Dois Vizinhos, no auditório do Sesi/Senai. O encontro reuniu professores, diretores e pedagogos de escolas pertencentes aos sete municípios da microrregião abrangidos pelo NRE. 

O professor Nivaldo José Florentino, chefe do NRE de Dois Vizinhos, destacou a importância da reunião. “É um pontapé inicial para efetivar nossas ações, principalmente, na prevenção. A segurança é um assunto muito importante e essencial para melhorarmos nossa educação”, disse. A primeira discussão do dia foi através de uma mesa redonda que debateu a segurança escolar. 
Nielson Norberto Azeredo, promotor de justiça da Comarca de São João, falou sobre as dificuldades de se trabalhar com direito infantojuvenil, por isso, destacou a importância de debater a segurança escolar e do trabalho em conjunto entre as instituições de ensino e de segurança. “Tudo começa em casa, porque muitas crianças e adolescentes absorvem os problemas familiares e refletem, por isso, esse trabalho não pode ser somente da educação, temos que ter a Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público, Conselho Tutelar e outras entidades trabalhando em conjunto”, explicou. 
José Antônio da Silveira Júnior, 1º tenente da Polícia Militar e comandante da 2ª Companhia do Batalhão da Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), de Foz do Iguaçu, elogiou os professores pelo trabalho desenvolvido e citou as ações da Polícia Militar. “A polícia é um dos órgãos responsáveis pela segurança e buscamos nos especializar para realizar um trabalho de prevenção dentro dos colégios, principalmente, através do Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd). Buscamos também, dentro das possibilidades, estar sempre em contato com os diretores, fazer palestras e atender ocorrências com o nosso batalhão especializado para melhorar a relação entre aluno, professores e órgãos de segurança.” Ele destaca a importância, dentro do Proerd, do policial participar da escola e que o programa tem tido resultados importantes.
Já o primeiro tenente Pedro Marcelo Pereira, comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar de Dois Vizinhos, falou sobre o trabalho que é feito na microrregião. “Eu não lembro, durante a minha formação, de ter policiais na escola, mas hoje, com as mudanças que tivemos na sociedade, isso se faz necessário porque vivemos em desequilíbrio, com muitos direitos e poucos deveres. Além disso, muitos pais terceirizam a educação para as escolas e, por isso, sempre ressalto que vocês podem contar com a Polícia Militar.”
Margarete Maria Lemes, professora e assessora superintendente da educação da Secretaria de Estado e Educação (Seed), falou sobre sua história e, principalmente, da sua participação para a formação do que é hoje o BPEC. “A nossa formação, como professor, não mostra como lidar com conflitos, aí quando vamos trabalhar nas escolas, encontramos diversas situações que nos geram muitas dificuldades, por isso sempre defendi o trabalho em rede, uns ajudando os outros, para termos bons resultados”, destaca.
O delegado Joselito Teixeira dos Santos, de Dois Vizinhos, também participou do debate e ressaltou as diferenças dentro da escola no seu tempo de aluno para agora. “Estudei na época da ditadura, eram outros tempos, outras leis. Muitas vezes os colegas tinham que ajoelhar no milho ou recebiam punição com a palmatória. Hoje tudo mudou, por isso, é fundamental debatermos esse assunto que é muito importante para as nossas crianças, que serão nosso futuro”. 

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Manual de ato infracional
Por fim, Andréa Rosa, professora e assessora superintendente da educação da Seed, falou sobre sua experiência no auxílio da formação da patrulha escolar e, posteriormente, o trabalho dentro do BPEC. “Muitas vezes, diretores e professores não sabem como agir perante os atos infracionais, por isso, fizemos um manual de ato infracional. Também estamos trabalhando num manual da indisciplina, mas ele é muito amplo e frágil e o assunto precisa ser ainda mais debatido. Temos que trabalhar para saber como agir perante aos problemas”, conclui. 
Depois da mesa redonda, aconteceu uma exposição do 1º tenente José Antônio da Silveira Júnior sobre ‘Indisciplina escolar, ato infracional e segurança predial’, enquanto no período da tarde os participantes fizeram o estudo do manual de orientações práticas de segurança para as instituições de ensino e um debate sobre a mediação de conflitos.

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