Zagueiro Tiago Pagnussat se prepara para mais uma temporada no Bahia

Jogador, que nasceu em São Jorge D’Oeste, teve um bom ano e se firmou na defesa do Esquadrão de Salvador.

 

Tiago, 27 anos, concede entrevista após treino.
Fotos: Marcelo Malaquias/EC Bahia

Um título regional, a final do campeonato estadual e a melhor classificação no Campeonato Brasileiro de pontos corridos. O balanço de 2017 para o Esporte Clube Bahia é positivo e um jogador que ajudou, e muito, a alcançar esses resultados é aqui do Sudoeste.

O zagueiro Tiago Pagnussat, 27 anos, nasceu em São Jorge D’Oeste e tem pais e irmãos residindo em São João. Mas a vida do atleta se consolidou mesmo lá no Nordeste do Brasil. Com contrato renovado para três anos, Tiago conversou com o JdeB sobre as expectativas para 2018 – temporada cheia de competições importantes para o Bahia. Confira a entrevista.

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JdeB – Qual é sua avaliação sobre a última temporada? O Bahia conquistou um título e chegou perto da vaga para a Libertadores.
Tiago –
A temporada de 2017 foi muito boa, porque todos os objetivos que foram traçados, a gente conquistou. Conquistamos a Copa do Nordeste, chegamos à final do Campeonato Baiano, conseguimos a 12ª colocação no Campeonato Brasileiro, que por sinal foi a melhor da história do Bahia, então vejo que foi um ano muito bom, um ano muito produtivo e o que nos credenciou a ter um ano de 2018 cheio de competições, e a gente vai se dedicar bastante pra conquistar mais títulos.

Houve propostas para você deixar o Bahia este ano? Por que decidiu ficar?
Sim, houve bastante propostas, mas desde o fim de 2016 a gente já vinha conversando com a diretoria do Bahia, eles manifestaram o interesse de comprar o meu passe do Atlético Mineiro, a gente acabou fazendo uma renovação de três anos de contrato. Foi um desejo meu de permanecer aqui, eu me sinto muito bem, o clube tem um projeto de voltar a ser uma das principais equipes do Brasil, voltar a ser campeão de grandes competições, então eu espero poder contribuir para que o Bahia volte a ser campeão brasileiro, volte a disputar competições internacionais e desejo que isso aconteça em breve.

Como está sendo voltar a trabalhar com o Guto Ferreira, que comandou o time na conquista da Copa do Nordeste? Você pode seguir como capitão?
Está sendo bom, o Guto Ferreira já conhece todos os jogadores, os jogadores já conhecem a forma que ele tem de trabalhar e isso facilita muito a preparação, para que não sinta muita dificuldade em entrosar. Temos um calendário cheio e a gente espera que rapidamente se encaixe. Sobre ser capitão, acredito que posso ser, mas isso não é algo que eu me preocupe, essa é uma responsabilidade muito boa e a gente deixa isso nas mãos do professor.

O Bahia disputará cinco campeonatos muito fortes este ano. Quais são os objetivos?
Acho que o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste são competições que a gente entra como favorito e temos a obrigação de brigar pelo título. Copa do Brasil e Sul-Americana são competições extremamente difíceis, de mata-mata, e a gente vai entrar forte pra ser campeão, mas acho que o principal objetivo do Bahia vai ser o Campeonato Brasileiro, pela dificuldade, pelo número de jogos, é o que vai nos dar um ano bom, se a gente fizer uma competição tão boa quanto fez em 2017. É uma competição muito difícil e o Bahia tem que entrar em 2018 focado nela, porque qualquer descuido é perigoso, são muitas equipes niveladas e a gente tem que entrar muito atento.

 

Camisa do jogo para fã que queria um abraço

 

Tiago Pagnussat, camisa 3, foi capitão do Bahia.

No final do ano passado, Tiago conheceu a história de seu Ademir, deficiente visual. O torcedor participou do Programa do Esquadrão e disse que “enxerga” quando o Bahia joga e que seu sonho era dar um abraço no zagueiro. A diretoria do clube se sensibilizou e levou seu Ademir, morador de Itatim, distante 208 km de Salvador, para assistir a um jogo na Arena Fonte Nova. “Eu chorei muito quando disseram que eu ia conhecer Tiago. Tô muito feliz, o Bahia é o amor da minha vida, nem ganhar na Mega-Sena me deixaria feliz como eu tô hoje”, disse o torcedor, em vídeo disponibilizado na página da TV Bahêa no YouTube.
Após a partida, seu Ademir encontrou Tiago. “A gente, muitas vezes, nem imagina o quanto representa para alguns torcedores. Quando eu ouvi o seu Ademir falando na rádio, eu fiquei bem emocionado e o desejo dele, de me dar um abraço, imediatamente foi o meu desejo também, de poder conhecê-lo e dar minha camisa do jogo pra ele. Foi algo muito gratificante, são coisas que dinheiro nenhum no mundo paga, fiquei muito feliz de poder dar um abraço nele”, afirmou o jogador.

 

Histórico de clubes

Aos 14 anos, Tiago saiu de casa para iniciar seu trabalho na base do Internacional, onde ficou até 2007. Depois, tornou-se profissional no Criciúma e disputou o Campeonato Catarinense em 2010. Antes de ser contratado pelo Atlético Mineiro, em meados de 2014, destacou-se no Caxias-RS, time pelo qual fez oito gols. Tiago também defendeu o Guarani e chegou ao Bahia por empréstimo em 2016.

 

 

 

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