Pra quem acha que a festa é brasileira, veja como outros países comemoram.

no formato de um bico, como esta da foto,
é a mais consumida.
Foto: Arquivo pessoal
Para a maioria, o Brasil é o país do Carnaval. As imagens de foliões e de desfiles majestosos percorrem o planeta e já transformaram o país num dos principais destinos para turistas do mundo todo quando se trata de celebrar o carnaval. O que muitos não sabem é que essa festa popular possui raízes e origens em outros países e que o carnaval também é festejado com pompa, gala e muita alegria em diversas outras partes do mundo. Segundo historiadores, o carnaval existe há 3 mil anos, com origem na Grécia Antiga. Os gregos cultuavam Dionízio, o deus ligado ao vinho e aos prazeres mundanos. A festa envolvia comemorações nas ruas, com muita música e roupas especiais.
No Brasil, o carnaval surgiu durante o período colonial, mas foi só na metade do século 19, quando começou a se basear nas festas europeias, que ganhou semelhança com o carnaval que é praticado hoje, nas ruas e sambódromos. A tradição cultural mais popular do mundo se espalhou e hoje já ganhou importância, entrando para o calendário oficial em inúmeros países. Um dos principais destaques fica por conta do carnaval de Nova Orleans, no estado da Luisiana (EUA).
Festividades na Itália
Veneza, na Itália, tem um dos carnavais mais tradicionais do mundo. As máscaras são o elemento mais importante da festividade. No século 16, a nobreza se disfarçava com elas para sair e se misturar ao povo. A versão italiana do carnaval tem dez dias de festas, com bailes em exclusivos salões e desfiles pela cidade.
Os figurinos usados reproduzem o estilo da nobreza dos séculos passados, com trajes luxuosos. Ao contrário de outras comemorações dessa natureza, que nascem, principalmente, da mobilização popular, esta celebração é originalmente promovida pela elite. No passado, o uso intensivo das máscaras era motivo de polêmica. Contraventores e assassinos se aproveitavam do disfarce para cometer crimes.
O acessório chegou a ser proibido no século 17, sendo liberado tempos depois. Os milhões de turistas que participam da folia fazem questão de usá-lo, o que acaba inflacionando o preço das máscaras. A mais consumida é a famosa ‘bauta’, máscara branca no formato de um bico, complementada por um chapéu de três pontas.
Basileia, na Suíça
Uma das mais importantes cidades da Suíça, Basileia comemora o carnaval de forma bem expressiva. A festa é realizada na última segunda-feira antes da Quaresma e começa às 4h da manhã, com as pessoas saindo às ruas fantasiadas e com lanternas para acompanhar os desfiles. As ruas ficam cheias, todos curtindo as bandas locais com músicas folclóricas.
Porto Príncipe, no Haiti
Num país sempre castigado pela pobreza e instabilidade política, os haitianos enxergam no carnaval uma oportunidade para esquecer a dura realidade e se entregar à diversão e folia. Um dos destaques são as canções satíricas, com protestos a respeito de algo. A festa é prolongada: durante três semanas os haitianos comemoram nas ruas, com direito a fantasias, desfiles e muita música.
Quito, no Equador
No Equador, a tradição carnavalesca é um pouco diferente das demais. Com origem num antigo costume dos índios huarangas, os desfiles trazem flores e frutas. Os jovens se divertem usando roupas típicas e promovendo guerras com balões de água e, às vezes, até farinha. A festa dura duas semanas.
Ptuj, na Eslovênia
Na Eslovênia, o carnaval mistura a cultura ocidental com o paganismo eslavo, tornando a festa uma das mais diversificadas que existem. A figura principal é o Kurent, uma fantasia com uma máscara monstruosa. Na quarta-feira de cinzas, os foliões promovem o enterro do pust, boneco que simboliza todos os males.
Bonn, na Alemanha
A festa mais tradicional na Alemanha é a de Bonn, com desfiles, fantasias e máscaras que as pessoas usam para se esconder do diabo, que fica solto durante a folia. Apesar da tradição da capital alemã, a celebração se espalha pelo país.




