Beltrão
Um dos primeiros reflexos da greve motivada pela alta dos combustíveis deve ser justamente a falta de gasolina, diesel e etanol nos postos da região. Os caminhões que transportam os produtos das refinarias até os postos estão parados em bloqueios e a previsão é de que comece a faltar combustível hoje à tarde em alguns postos de Francisco Beltrão. “Se a greve continuar e não vier caminhão, pode ir acabando o combustível em algumas unidades que vendem uma quantidade maior”, diz Neocir ‘Cipó’ Nezze, da Rede Panda, que possui 16 postos na região. Em Candói, os três tipos de combustível já acabaram em um dos postos da rede. Caminhões da distribuidora TRR Toscan também estão parados em bloqueios, mas num dos postos do grupo, em Beltrão, ainda há bastante combustível estocado. A Prefeitura de Coronel Vivida, prevendo a escassez, determinou racionamento do uso de veículos e chegou a reservar gasolina e diesel para atender carros de emergência e ônibus escolares. A greve também chega ao ensino superior: a Famper, de Ampere, já sentiu a diminuição no número de alunos que vêm de outras cidades e que tiveram os ônibus barrados em bloqueios. A instituição irá avaliar a situação e cogita até suspender as aulas enquanto durar a greve de caminhoneiros. O farelo de soja que vem do Centro-Oeste brasileiro e é usado na fabricação de ração para aves da BRF também não está chegando. Nem as cargas de frango e peru congelado conseguem ir até os portos, segundo a Coptrans. “A greve está sendo pacífica, mas muitas cargas saem da origem, são paradas em algum bloqueio no caminho e não chegam ao destino”, analisa o presidente da cooperativa, Ezidio Salmória.
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