Municípios começam a suspender aulas; transporte e merenda estão comprometidos

Pato Branco e Pinhal de São Bento foram os primeiros. Em outros municípios, as escolas estão funcionando, mas definem hoje a continuidade para a próxima semana.

Van escolar parada em um dos pontos de bloqueio, ontem, em Francisco Beltrão.

Foto: José Delmo Menezes Júnior/JdeB

A falta de combustível e gás de cozinha pode obrigar os municípios do Sudoeste a paralisarem as aulas das redes municipal e estadual de Educação. Na tarde de ontem, o presidente da Associação dos Municípios do Sudoeste do Estado do Paraná (Amsop) e prefeito de Santa Izabel do Oeste, Moacir Fiamoncini (PSDB), divulgou uma orientação aos prefeitos para priorizar os serviços de saúde, segurança e assistência social. A nota diz para suspender serviços rodoviários e de urbanismo, aulas, eventos que utilizem o transporte municipal, obras e qualquer atividade que utilize combustíveis e insumos.

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Em Pato Branco, a Secretaria de Educação suspendeu as aulas de hoje. “Optou-se em trocar o dia letivo de 25 de maio, pelo primeiro dia de recesso escolar, 16 de julho. Essa adequação permitirá que não haja prejuízo de aprendizagem às crianças”, diz a secretaria, em nota.

Em Francisco Beltrão, as aulas não foram paralisadas porque o prefeito Cléber Fontana (PSDB) colocou o funcionamento do transporte dos alunos como uma das exceções. A Educação do município determinou o racionamento de gás de cozinha para as escolas.

 

Definições para a próxima semana
Algumas prefeituras decidem hoje a continuidade das aulas a partir da próxima semana. “Por enquanto, estamos com aula normal. O transporte ainda tem gasolina para rodar até sexta, mas a frota da empresa terceirizada já parou. Portanto, vamos nos reunir nesta sexta para fazer uma avaliação da situação e tomar uma decisão sobre a continuidade das aulas na segunda-feira. A prioridade é a saúde”, adianta a secretária de Educação de Dois Vizinhos, Luciana Perondi.

Em Realeza, a equipe da Educação, junto com o Executivo, também define hoje se as aulas continuam na segunda. “Até sexta, mantemos a aula e ainda vamos definir para a próxima semana”, diz a secretária de Educação, Geraldina Bedin.

O transporte em Verê foi suspenso, mas as aulas continuam até hoje. “Nos reunimos com os diretores das escolas municipais e estaduais e, mesmo não tendo mais transporte, decidimos seguir com as aulas. Se a greve continuar, nós paralisamos a partir de segunda. Além da gasolina, estamos com problemas na entrega das merendas”, preocupa-se a secretária de Educação de Verê, Rita Calgarotto.

A secretária de Educação de Marmeleiro, Marilce Bednarski, também afirma que alguns alimentos ainda não chegaram. “Até sexta temos combustível e com a continuidade da paralisação nós vamos interromper as aulas na segunda-feira. Isso foi alinhado com a rede estadual. Estamos preocupados também com a alimentação, pois alguns alimentos que eram pra chegar, ainda não chegaram”, relata.

 

Municípios irão definir continuidade da rede estadual
A chefe do Núcleo Regional de Educação de Beltrão, Lurdinha Bertani, diz que cada município pode definir a paralisação de acordo com seu contexto: “Nós temos realidades distintas na nossa região. Pinhal de São Bento, por exemplo, já suspendeu as aulas. A Amsop orientou para permanecer somente as atividades de segurança, saúde e assistência social. Já a Seed [Secretaria de Estado da Educação] determina que cada município decida da continuidade das aulas”.

Lurdinha ressalta que é importante adequar o calendário para completar os 200 dias letivos. “Os diretores e documentadores dos municípios vão se reunir e decidir. Se suspender, é preciso definir o dia para repor. Alguns municípios estão com aulas, mas sem o transporte. Então cada município vai decidir e gerir o calendário”, completa.

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