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Ontem pela manhã, o bloqueio de veículos continuou no trevo da PR-180, acesso a Verê, em Francisco Beltrão. Veículos pequenos tinham que esperar 20 minutos no bloqueio para poder seguir viagem. Alceu Kochinski, um dos líderes do movimento, disse, em entrevista à Rádio Educadora, que a paralisação de 20 minutos é viável, não afeta o compromisso das pessoas e serve para conscientização da população. Ele falou que ônibus, ambulâncias e demais veículos não eram parados. “Tem muita gente ainda que não aderiu. Alguns caminhoneiros tentam sair do bloqueio, procurando caminhos alternativos, mas tá bem tranquilo, as pessoas estão entendendo bem o objetivo da greve.”
Conforme informou, grevistas estão obstruindo até acessos alternativos. “Porque tem pessoas até aqui dentro de Beltrão que não tão ajudando e não tão respeitando. Se não quiserem ajudar nós na paralisação, que não saiam fazer entrega. Já foi liberado os caminhões de ração pro interior, porque os agricultores estão nos apoiando e, de modo geral, eles não podem ser massacrados, perdendo leite, frango e porco. Foi tudo liberado para os caminhões terem acesso. O restante da população que vai fazer entrega com coisas que podem esperar um pouco, tem que aderir e precisa nos ajudar”, destacou na entrevista.
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De acordo com Alceu, o movimento não aceitou o acordo com o governo e a greve continua. “A greve vai continuar, porque o acordo que o governo propôs é inviável, não representa nada do valor do diesel. Os impostos estão corroendo o empresário, dono de caminhão, por uma perna. O diesel muito alto, o frete barato, não tem mais como os empresários segurar os caminhões trabalhando. Estão no vermelho, eu sei, sou motorista há anos.” O movimento está recebendo apoio de várias pessoas, que estão levando café, leite, pão e carne para os caminhoneiros. Alceu informou que há um rodízio de grevistas nos bloqueios.
*Colaborou Adolfo Pegoraro.




