Para comissão organizadora, edição de 2018 superou as expectativas

Bom público nos shows, nos eventos gastronômicos e circulando pelo parque de exposições.

No show de Walter Moraes vários casais foram para o tablado dançar.

Foto: Flávio Pedron/JdeB

A 12ª Semana Farroupilha da Integração, promovida entre os dias 19 e 23 de setembro, no Parque de Exposições Jayme Canet Júnior, foi uma das melhores já realizadas em Francisco Beltrão. A programação foi diversificada, com shows nativistas e tradicionalistas, apresentações de danças, concurso de prenda, prendinha, peão e guri, exposição e história da indumentária gaúcha, jantares e almoços com pratos da culinária gaúcha, concurso de trova, encontro de gaiteiros, cavalgadas e missa crioula. A presença de público foi boa nos cinco dias do evento que lembra a Revolução Farroupilha, ocorrida no Rio Grande do Sul entre 1845 e 1855, e a cultura gaúcha.

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A organização foi do Departamento Municipal de Cultura, Prefeitura de Beltrão e os CTGs Recordando os Pagos, Herdeiros da Tradição e Rancho Crioulo. Para receber o público, foi montada uma tenda com palco e tablado. O local recebeu decoração com motivos campeiros — charrete, feno, rodas de carroças e folhagens. No bosque foram montados os ranchos crioulos dos CTGs, de cabanhas e grupos de cavaleiros e músicos. Nas noites de quarta, quinta e sexta-feira, foi boa a movimentação de pessoas no parque de exposições. Mas no sábado e no domingo foi ainda maior a circulação de pessoas, com os shows, concurso de trovas, encontro de gaiteiros e a parte gastronômica.

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Organizadores satisfeitos
As direções dos CTGs e do Departamento de Cultura ficaram satisfeitas com os resultados, considerados superiores ao que se esperava para a Semana Farroupilha. Agostinho Müller, patrão do CTG Rancho Crioulo, comentou que “este ano, em relação ao ano passado, deu [evento] maior, foi programado para ser maior. O ano passado foi uma readequação da Semana Farroupilha da Integração, onde a administração municipal reuniu todos os CTGs numa integração só, depois daquela paralisação [2015 e 2016]”.
Antonio Serena, patrão do CTG Herdeiros da Tradição e coordenador da Semana Farroupilha, trabalhou intensamente com outros diretores de CTGs e voluntários. Ele saiu contente com os resultados alcançados. “A avaliação é a melhor possível. Foi além das nossas expectativas. A gente imaginava uma coisa e foi muito maior. Mas isso corresponde a todo o trabalho que nós tivemos durante o ano todo. A nossa equipe de organização está toda de parabéns. O nosso prefeito [Cleber Fontana] também, pelo grande apoio que nos deu novamente, colocou uma estrutura maravilhosa aqui. No começo, a gente tava vendo que seria uma estrutura grande demais. Mas pro ano que vem vai ter que dobrar. Acredito que pra todos nós, tradicionalistas, foi uma das melhores que já teve em Francisco Beltrão”, constatou.

Lusiane Biondo, patroa do CTG Recordando os Pagos, também comemorou a grande participação da comunidade. “Este ano foi um sucesso. Foi uma das maiores que eu já participei, e essa integração dos CTGs e o apoio da Prefeitura foi fundamental, foi tudo muito bom”.

A diretora do Departamento de Cultura, Mariah Ivonete Silva, também está satisfeita com os resultados. Ela recebeu ligações e mensagens de pessoas parabenizando a administração municipal pelo evento. “A nossa avaliação é bem positiva, superou as nossas expectativas, desde a questão do público, que basicamente triplicou em relação ao ano passado, a estrutura também foi maior. Teve a participação da população, agregou um público que não é tão ligado aos CTGs e aos grupos de cavaleiros, que veio para os shows, para os almoços e jantares.”

 

Uma integração
A Semana Farroupilha foi uma grande integração entre os grupos de cavaleiros, cabanhas, CTGs e artistas da cultura gaúcha. Foram montados ranchos rústicos no bosque e cada entidade fez a sua decoração com motivos campeiros. Além dos jantares e almoços organizados, nos ranchos também eram servidas refeições e chimarrão para os integrantes, visitantes e convidados. Teve exposição da história da indumentária gaúcha, de produtos em artesanato, de facas e minicursos que ensinavam as pessoas a preparar o chimarrão.

Até a Missa Crioula, que nas edições anteriores atraía pouca gente, na manhã de domingo, desta vez recebeu muitas pessoas. No almoço de domingo — costelão bovino assado no fogo de chão —, foram servidas 830 pessoas. Mas Agostinho Müller e Antonio Serena acreditam que, se acrescentar os almoços servidos nos ranchos, deve ter chegado a 1.500 pessoas que estavam no parque ao meio-dia.
O encerramento foi com uma cavalgada que levou uma centelha da chama crioula para a sede do grupo de cavaleiros Rancho Crioulo, na Linha São João, e vai ficar lá até setembro de 2019, quando retorna ao parque para a festa farroupilha.
Nos próximos dias, a comissão organizadora vai se reunir para fazer a avaliação e também haverá a prestação de contas. Já está definido que Agostinho Müller será o coordenador da Semana Farroupilha de 2019.

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