Beltrão

Gaiteiros de diferentes idades se apresentaram no domingo à tarde na Semana Farroupilha.
Foto: Flávio Pedron/JdeB
Desde crianças que estão iniciando num dos instrumentos mais populares da cultura tradicionalista até quem já tem décadas de experiência puderam se apresentar num dos últimos eventos da programação da Semana Farroupilha. No domingo à tarde, 23, o encontro de gaiteiros reuniu quem vive profissionalmente do instrumento e quem também tem no acordeom um hobby.
“Eu comecei a tocar gaita criança, como a maioria. Temos descendência de músicos na família e temos isso no sangue”, comenta Amélio Mendes, que a partir dos 14 anos já tocava em bailes da região e hoje está aposentado como músico, mas se apresentou no encontro. Outro gaiteiro que também subiu ao palco foi Ladi Gonzatto, discípulo de Adelar Bertussi. “Aprendi a tocar com o Adelar e sei todo o repertório”, conta.
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Além dos veteranos da gaita, jovens também puderam se apresentar na Semana Farroupilha. E segundo o organizador, Julio Cezar Leonardi, a ideia é justamente essa: “O encontro teve sucesso porque o objetivo é reunir gaiteiros de diferentes idades, apresentar gente nova que o povo não conhece e também quem já contribuiu muito com a música, todos com a mesma oportunidade para tocar”.
Este foi o segundo encontro e menos gaiteiros se apresentaram, mas o público foi maior. Aliás, em todos os dias da Semana Farroupilha o acampamento e o espaço das apresentações estiveram movimentados, mostrando que, além dos integrantes dos CTGs e grupos de cavaleiros, mais pessoas estão participando do evento. “A Semana Farroupilha se abriu para a sociedade e isso é muito bom, pois estamos tendo uma participação boa em todos os eventos”, analisa Leonardi.






