UTFPR presta contas da gestão aos alunos e mostra planejamento para 2019

Diretor Everton Lozano fez reunião com alunos de todos os cursos para explicar os investimentos de 2018 e mostrar algumas novidades para 2019.

Os acadêmicos receberam uma caneca com incentivo à dimunição do uso de descartáveis.

Na última semana, o diretor da UTFPR de Dois Vizinhos, Everton Lozano, fez reuniões com os alunos para mostrar a prestação de contas de 2018 e falar sobre alguns investimentos que devem acontecer em 2019. “A gente se sente na obrigação de mostrar os números de 2018. Isso vai ajudar a vocês todos entenderem porque nos faltam algumas coisas e porque temos outras. Também procuramos passar alguns informes gerais. Um dos assuntos importantes é relativo ao Restaurante Universitário, que está passando por adequações. A título de informação, tivemos, numa rede social, 110 reclamações do restaurante, mas eu recebi apenas um e-mail com uma reclamação formal. Reclamem, critiquem, nos ajudem a fazer esse controle, mas não vamos usar de mecanismos que não sejam legais”, destacou. Atualmente, o aluno paga R$ 3,5 por refeição e o valor pago pela instituição, através de licitação, em Dois Vizinhos, é de R$ 6,54.

O diretor também explicou sobre como é pensado o orçamento para a universidade e o campus. “O Ministério da Educação se reúne e faz um cálculo de quanto vai para cada universidade. Os deputados aprovam, entra na Lei Orçamentária e quando a UTFPR recebe o orçamento, divide entre os campi. Dentro disso, recebemos dois orçamentos: o de custeio para contratação de serviços como segurança, manutenção, revisão de carros, corte de grama, reformas, entre outros, e também o orçamento de investimento, que é para construir prédios, salas, blocos, compra de equipamentos, qualquer coisa de bem móvel, que vai receber etiqueta de patrimônio”, explicou.

Números
Nos últimos anos, os orçamentos de investimento foram todos destinados a construção do Bloco G10, que será inaugurado no dia 24 de abril e teve um investimento total superior a R$ 9 milhões, com as obras começando em 2015. “O governo foi cortando investimentos nos últimos anos e a reitoria decidiu terminar as obras e agora o dinheiro vai para outros campus que precisam quitar obras. Já no custeio, em 2017, o orçamento de custeio era de R$ 3,5 milhões, sendo que conseguimos um saldo no final do ano de R$ 378 mil no ano. Em 2018, o repasse subiu para R$ 4 milhões e o saldo final foi de R$ 288 mil com o orçamento previsto para 2019 de R$ 4,9 milhões e uma estimativa de sobra de R$ 466 mil. Nós conseguimos aportes, montamos projetos e recebemos um valor maior em virtude do tamanho do campus. A reitoria libera, através de uma matriz, com um custo por aluno, R$ 20 mil por ano. Tivemos um aumento grande de alunos que reflete no orçamento. Os custos também aumentam, na base de 10% de um ano para o outro”, completou Lozano.

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O diretor ainda destacou o gasto com energia elétrica e pediu apoio dos alunos. “Em 2018, pagamos R$ 697 mil de energia elétrica e precisamos do apoio de vocês porque, em 2019, a previsão é gastar R$ 819 mil. É quase R$ 1 milhão de energia e me dói o coração quando eu passo numa sala de aula com o ar condicionado ligado e as janelas e portas abertas. Ajudem a gente cuidar disso. Se fizermos o uso correto, podemos economizar 10% o que representa quase R$ 90 mil que podemos utilizar para outras coisas. Nós somos o campus que mais gasta energia no sistema.”
Fora do orçamento, o campus duovizinhense buscou, no ano passado, mais de R$ 1,1 milhão que foram investidos em projetos do curso de Educação no Campo, móveis planejados, além de reformas da Unidades de Ensino e Pesquisa (Unepes) na fazenda, com um investimento de R$ 500 mil. “Nesse caso, não conseguimos gastar todo esse dinheiro, porque tínhamos a burocracia de licitações. Por isso, usamos esse dinheiro para pagar contas de contratos que já estavam feitos, pagamos a energia até maio e agora vamos usar os valores para a reforma das Unepes”.

Outro recurso extra veio através de uma emenda da deputada federal Leandre Dal Ponte (PV), no valor de R$ 400 mil. “Está registrado, tramitou no MEC que pediu o plano de trabalho para esse investimento. Vamos investir R$ 200 mil em Tecnologia da Informação para melhorar a internet no campus e outros R$ 200 mil para equipar o que falta no nosso novo bloco, o G10. Temos lá, por exemplo, dois auditórios de 90 lugares que estão, no momento, salas abertas. Também vamos comprar cadeiras para os ambientes administrativos e 100 cadeiras para o centro de convivência de vocês”, completou.

Os professores do campus conseguiram R$ 390 mil através do CNPq, outros R$ 225 mil na Fundação Araucária, R$ 22,5 mil da Fundação Agrisus e R$ 163 mil na chamada universal da CNPq.

“Tudo isso resulta em compra de equipamentos e bolsas de pesquisa para os acadêmicos”, acrescenta. A fazenda ainda gerou R$ 250 mil para a instituição de ensino. “Temos lá gado leiteiro, onde vendemos o leite para um frigorífico licitado, além das culturas que são plantadas e a questão dos reflorestamentos. Cada curso tem uma área na fazenda e utiliza da forma que acha importante e esse dinheiro volta para a unidade. Existe um documento que regula isso, quem gerou fica com 70%, coordenação do curso 10%, gerenciamento da fazenda 10% e direção geral 10%. Esse dinheiro foi liberado para investimento e compramos diversos equipamentos. A fazenda custou R$ 854 mil, ou seja, não é autossustentável, tem um custo alto”, completa.

Canecas
A direção não adquire mais copos plásticos e pretende limitar a utilização também no refeitório. Por isso, todos os alunos receberam canecas.

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