Prefeito Cleber Fontana destaca apoio do governo para novas linhas aéreas no interior

Prefeito diz que o município é polo e precisa de conexões com os grandes centros urbanos.

Há dez anos o Aeroporto Municipal foi reestruturado e reinaugurado pela Prefeitura.

O programa Voe Paraná, que o Governo do Estado deve lançar em breve, numa parceria com a Agência Fomento Paraná, começa a gerar expectativa no município de Francisco Beltrão. Entre 2009 e 2010, a Prefeitura reconstruiu o terminal de passageiros do Aeroporto Municipal, conseguiu um caminhão para combate a incêndio, fez adequações exigidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), treinou servidores e Corpo de Bombeiros e todos os processos foram avaliados e aprovados pelo Departamento de Aviação Civil (DAC).

Após a remodelação do Aeroporto Paulo Abdala, a companhia NHT operou por mais de um ano a linha aérea interligando Beltrão e o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Após a venda da NHT para os novos proprietários, a empresa mudou de nome, fechou as linhas e sucumbiu.

Redução de alíquotas
No segundo governo de Beto Richa (2015-2018), houve uma redução da alíquota do ICMS cobrado na venda do combustível de aviação para as companhias. A intenção foi de ampliar o transporte de passageiros por linhas aéreas no Estado. A redução na alíquota do ICMS foi de 18% para 12%. A Azul Linhas Aéreas aproveitou a oportunidade e colocou linhas em Ponta Grossa, Toledo, Cascavel e Pato Branco para alimentar outras linhas que a empresa mantém nos aeroportos Afonso Pena e Viracopos, em Campinas.

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Ratinho Jr. quer expandir
Agora, o novo governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD) quer ampliar as linhas regionais interligando o Afonso Pena com as cidades de Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Guarapuava, Paranavaí, Paranaguá, Toledo, Telêmaco Borba e Umuarama. No entanto, Cascavel e Toledo contam com linhas para a capital. A ideia do governo é utilizar aviões de menor porte para atender estas cidades-polo.

O prefeito Cleber Fontana (PSDB), de Beltrão, considera importante esta proposta do governo. “Eu vejo com muita expectativa, porque a região precisa. Quanto mais possibilidades de ligações aéreas, melhor. Nós estamos afastados dos grandes centros urbanos, mas cada vez mais nos consolidamos como cidade-polo. Então, é importante esta interação. A aviação, hoje, é uma necessidade, atrai investimentos”, argumentou.

O prefeito lembrou que em cinco ocasiões o município já teve linhas aéreas até a capital do Estado. Já atuaram aqui Rio-Sul, Helisul, Pantanal, TAM e NHT. Cleber ressaltou que, “por questões das mais diversas, nunca foi mantida a ligação por muito tempo. Então, toda vez que nós temos a possibilidade [de ter uma linha], é importante que a gente acredite que esta vez pode dar certo”.

Em matéria publicada na edição de ontem, o vice-prefeito Antonio Pedron (PSD) disse que, para a abertura da linha aérea, será necessário recapear a pista do aeroporto municipal. Já há informações extraoficiais de que uma comissão, com integrantes do poder público e da sociedade civil, será formada para começar as conversações com vistas a atrair uma empresa aérea para Beltrão.

O deputado estadual Wilmar Reichembach (PSC), um dos representantes de Beltrão na Assembleia Legislativa, disse ao JdeB que uma das formas que o governo estuda para expandir a aviação comercial para o interior é a redução na alíquota do ICMS na venda do combustível para as aeronaves. Mas entende que os municípios devam ter autonomia para decidir e também é importante o envolvimento dos empresários.

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