Previsão para entrada em funcionamento da Concen está mantida

A fábrica deve começar a operar em fase experimental em dezembro de 2019. Mais de R$ 30 milhões estão sendo investidos nesta nova empresa.

Mais de 100 funcionários de várias empresas trabalham para que a indústria funcione no começo de dezembro.

Foto: Flávio Pedron/JdeB

Apesar das chuvas que caíram no semestre passado, concentradas em alguns meses, a construção da Indústria de Lácteos Concen, em imóvel de cinco alqueires na comunidade de Nova Seção, em Francisco Beltrão, segue em ritmo acelerado. Funcionários de várias empresas trabalham na obra, que tem previsão de término para dezembro de 2019.

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Cleiton Feuser, gerente de operações, é o responsável pela implantação da nova empresa. Ele já acompanhou outras indústrias lácteas da região que ampliaram suas instalações com vistas à obtenção do registro do Sistema de Inspeção Federal/Produtos de Origem Animal (SIF/POA). Por sinal, a Concen já vai nascer com esse registro, o que garantirá a venda de manteiga e outros derivados para indústrias que atuam na outra ponta do setor de alimentos.

O gerente estava um pouco preocupado com o cronograma das obras e a entrada em funcionamento da empresa, em dezembro, mas salienta que a construção está andando com rapidez. Quando uma empresa termina uma etapa do trabalho, de imediato já vem outra empresa para dar continuidade. Na parte da fábrica, por exemplo, as fundações e pilares foram colocados e a cobertura já tinha sido trazida para Beltrão e começou a ser instalada no dia seguinte à visita da reportagem ao canteiro de obras.

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Mais de R$ 30 milhões
Cleiton acrescenta que, na reta final, para instalar os equipamentos, as empresas contratadas poderão colocar o pessoal para trabalhar 12, 18 ou até mesmo 24 horas ininterruptas. “A previsão é pra que a gente inicie no comecinho de dezembro, com força total na segunda semana de janeiro e pode passar dos R$ 30 milhões de investimentos, porque a gente tá verificando planta sustentável, buscando energia solar, biodigestor”, informa a gerente de produção Maria Lúcia Matarezzi. Ela tem experiência no setor agroindustrial — trabalhou na BRF — e cuida da parte da documentação da Concen.

Várias empresas
Pelo menos 100 funcionários da Rotesma (Chapecó), OXC Terraplenagens (Beltrão), Metalcom (Chapecó), Armanchuk (Beltrão), Carpenedo Engenharia (Cascavel), Flessak Eletro Industrial (Beltrão), Fungeo Fundações (Cascavel), Gamba Estrutura de Ferragens, Denica Painéis, Schmitz Pisos e Aster Automações trabalham na obra. Joelson Strapasson, um dos gerentes, destaca que “essa obra em nível de Beltrão é um projeto inovador, de alta tecnologia, todas as empresas que estão trabalhando conosco são top do mercado em suas áreas, de construção civil, movimentação de terra, na parte de automação, da parte elétrica e de projetos”.

Quatro vezes maior
A Concen em Francisco Beltrão, com 5.500 m², terá capacidade quatro vezes maior de produção do que a unidade que opera hoje em Marechal Cândido Rondon. “Aqui o principal produto vai sair a manteiga extra e o ATG, que é um creme de alto teor de gordura para as empresas que produzem a base do sorvete e panificados”, explica Maria Lúcia.
Pelo menos 100 funcionários devem ser contratados para trabalhar na nova indústria. Em médio e longo prazos, com a ampliação da empresa, a previsão é que o total de funcionários chegue a 400 ou 500. “É um projeto de cinco a dez anos pra gente estar com força total”, destaca Maria Lúcia. Os primeiros dez funcionários, como auxiliares de produção, foram contratados no começo deste mês para serem treinados na unidade de Marechal Cândido Rondon.

Será a redenção
O vice-prefeito Antonio Pedron, um dos articuladores para atrair a nova indústria para Beltrão, visitou o canteiro de obras há poucos dias e conversou com os responsáveis pela execução do projeto. Otimista, ele afirma: “Eu considero que a empresa é uma redenção para o município, no sentido de que estamos há muitos anos pleiteando um investimento deste tamanho, porque em processamento de leite nós só temos a Latco. E de fato nós conseguimos conquistar a Concen e ela vem com força total. Está se instalando, comprou o terreno, pagou o terreno e imediatamente iniciou as obras”. Antonio acrescenta que “nós acreditamos que vai ser algo pra marcar Francisco Beltrão não só na produção primária do leite, como a sua transformação”.

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