Ontem teve confronto com a Polícia Militar; o núcleo sindical de Beltrão não teve servidores feridos.

Policiais militares antes da entrada dos servidores na Alep.
Fotos: Orlando Kissner/Alep
No segundo dia de greve dos servidores estaduais de educação, ontem, teve confronto na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba. A presidência da Alep limitou a entrada de 250 pessoas, por isso os manifestantes forçaram a entrada. “Estamos ocupando galerias, vamos acampar na parte interior e exterior da Alep, vamos passar a noite aqui. Vamos aguardar amanhã (quarta-feira), como será a votação”, disse Eliane Figura, presidente da APP-Sindicado Núcleo Sindical de Francisco Beltrão, ao JdeB, ontem à tarde.
“Tivemos confronto, a polícia agiu de maneira truculenta sobre os servidores, porque a Alep manteve portas fechadas e se a casa é do povo, então o povo tem direito de ir e vir, de entrar e acompanhar as votações, coisa que estava sendo impedida de ocorrer, então entramos. Houve confronto com a Polícia Militar, algumas pessoas feridas, no nosso grupo sindical não. A princípio, não temos notícias fisicamente, mas emocionalmente muitos aposentados do nosso núcleo, que estavam conosco, ficaram abalados”, acrescentou.

Alguns servidores retornaram ontem à noite para Beltrão e outros viajaram pra Curitiba, para se juntar à mobilização. A assembleia da APP Sindicato de ontem, à tarde, ficou em aberto, então hoje haverá uma nova assembleia pra definir as próximas ações. Os agentes penitenciários também aderiram à greve.
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Segundo Eliane, no Sudoeste, houve uma adesão aproximada de 70%. Conforme informações do site appsindicato.org.br, na manhã de ontem, mais de cinco mil servidores públicos marcharam em direção ao Palácio Iguaçu, como forma de pressionar a Alep a retirar os projetos que alteram a aposentadoria do funcionalismo público.






