Letras de músicas machistas impulsionam a violência doméstica

Geral

A música esteve presente historicamente na sociedade, expressando culturalmente as práticas humanas das nossas comunidades. Podemos dizer que, atualmente, a música, seja por meio de aplicativos de celular, páginas de internet ou um dos mais antigos meios de comunicação que é o rádio, traduz gostos, comportamentos, escolhas e individualidades que nos constituem enquanto sujeitos. Essa escolha carrega consigo o peso de toda uma carga ideológica e histórica que as letras de músicas possuem. Muitas vezes, não pensamos acerca do conteúdo musical que consumimos e acabamos reproduzindo estereótipos sociais, comportamentais, que discriminam, ofendem e violentam as mulheres. Vale ressaltar que, em alguns momentos, pensamos que as músicas que reproduzem culturas machistas e sexistas estão longe de nós, porém, o que falta é a percepção sobre como essas letras estão próximas e podem influenciar as práticas cotidianas. A sociedade avançou nos últimos anos, na percepção sobre os padrões culturais impostos socialmente. Esse avanço se deve, principalmente, às contribuições dos movimentos sociais, como os estudos feministas e o protagonismo das mulheres que questionam a subalternidade e violências que sofrem. O Núcleo Maria da Penha (Numape) possui um material pedagógico que tem a finalidade de refletir sobre as letras de músicas, de variados gêneros, problematizando que em todos há músicas que reproduzem o machismo e outras que buscam conscientizar. Essa atividade surgiu da necessidade de discutir letras de músicas com crianças e adolescentes, considerando a gravidade dessa reprodução. Este trabalho pedagógico visa a conscientização de que as reproduções de costumes machistas alimentam o patriarcado de diversas formas, sendo a mídia uma delas. Assim cabe, enquanto homens e mulheres inseridos nessa cultura, problematizarmos as músicas machistas, construirmos novas práticas sociais de respeito às mulheres, conscientização e denúncia das violências, bem como o empoderamento a todas. Pois como diz a música “100% Feminista”, da MC Carol: “Sou mulher independente não aceito opressão. Abaixa sua voz, abaixa sua mão”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques