Inicialmente, o casal alegou que o menino sofreu um acidente doméstico.

A mãe e o padrasto do menino Alexander, 3 anos, confessaram a agressão física que levou a criança a morte. Inicialmente eles alegaram que a morte teria sido causado por uma queda no banheiro. Porém, após serem confrontados com o resultado na necropsia, admitiram a agressão.
Os fatos ocorreram no domingo, 5, quando o casal levou o menino, já sem vida, ao hospital de Dionísio Cerqueira (SC). Após a constatação da morte, a criança foi encaminhada ao IML de São Miguel do Oeste (SC), onde o legista constatou diversas lesões.
Hemorragia foi a causa da morte
O relatório cita: hemorragia aguda, rotura do fígado, rotura do rim esquerdo, traumatismo craniano, contusão em pulmão esquerdo, hemorragia abdominal e vários hematomas pelo corpo. A causa da morte foi hemorragia.
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Era agredido quando pedia comida
Conforme revelou a mãe do garoto, o padrasto costumava agredir Alexander por vários motivos, como por exemplo, quando chorava pedindo comida — em especial “reviro”, sua comida favorita.
O padrasto confirmou, disse que “muitas vezes perdia a cabeça” e agredia o menino com tapas e socos. Segundo ele, a mãe também agredia o garoto com tapas e vara. No dia do crime, por volta do meio-dia, ele se irritou porque viu Alexander mexendo em uns venenos e o agrediu com socos na região abdominal e costelas esquerdas.
Após isso, ele notou que a criança não ficou bem, vomitou, defecou e estava meio tonta. O padrasto então levou o menino para o banho, no intuito de obter alguma melhora. O quadro, contudo, só piorava, o menino apresentava dificuldade para respirar e começou a desfalecer.
Ele então teria tentado reanimar o menino com massagem cardíaca e a socorreu em um veículo. Porém, ainda no trajeto para o hospital, percebeu que Alexander não estava mais respirando.
A mãe alegou que no momento da agressão estava do lado de fora da casa e, quando percebeu a criança chorando, correu para dentro e pediu para que o padrasto parece de agredir o menino. O homem, no entanto, afirma que após ter agredido a criança, a mãe também teria agredido Alexander. Porém, ele não viu como se deu essa agressão.
Na quarta-feira, 8, a Polícia Civil e o Instituto de Criminalísticas estiveram na casa do casal para realização de perícia criminal.
A Policia Civil divulgou a seguinte nota:
“Embora haja pequenas contradições nas versões da mãe e padastro uma coisa é certa: foi um crime brutal, abjeto e repugnante, que vitimou um anjo de apenas três anos de idade. Nós que trabalhamos na área de segurança lidamos diariamente com crimes e situações dramáticas, afinal, é este nosso mister, talvez por isso sejamos mais “insensíveis” às mazelas humanas. Contudo, quando nos deparamos com tamanha barbaridade, perpetrada por aqueles que tinham o dever moral e legal de proteção e cuidado, o crime ganha contornos de hediondez inenarráveis, de forma que se torna impossível não se emocionar com os fatos. Tirar a vida de uma criança de forma tão brutal e sem motivo algum revela a face mais obscura e cruel da personalidade humana. O caso ganha ainda mais dramaticidade quando se conhece um pouco da história do garoto, que nas palavras do avô adotivo era uma criança: inteligente, divertida, falante e feliz. Infelizmente, nem mesmo em seu velório, último ato de despedida, o garoto teve a atenção que merecia, sua mãe não pode comparecer porque estava presa e seu pai não obteve autorização para atravessar a fronteira. Assim, acompanharam o ato poucas pessoas, quase todas desconhecidas (prefeito, conselheiros tutelares, agentes de saúde etc), não haviam parentes, amigos ou pessoas próximas. E dessa forma aquele anjo se despediu da vida e foi chamado ao céu” destacou o Delegado que preside o caso, Dr Emerson Ferreira.
O casal encontra-se preso temporariamente pelo prazo de 30 dias e após a conclusão das investigações ficará a disposição da Justiça para responder pelo crime.
Com informação da Polícia Civil e site www.ppnews.com.br





