Aline Ferreira da Paz é técnica em Enfermagem, em Beltrão.

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, doença que acomete as irmãs Maitê e Mariah.
Na foto, Maitê com a mãe Aline, Mariah com o pai Adriano e Matheus com a mana Ana Carolina.
Fotos: Arquivo pessoal
Muita festa, mas também preocupação no nascimento dos trigêmeos Maitê, Mariah e Matheus, dia 29 de agosto de 2019, numa gestação natural, sem apresentar casos de gêmeos na família. Eles nasceram de 35 semanas, que é o ideal neste caso, de cesariana programada. Aline Ferreira da Paz, a mãe, é técnica de Enfermagem no setor de pediatria e maternidade do Hospital Regional há nove anos. Além dos trigêmeos, com 8 meses, tem ainda a maninha Ana Carolina, 12 anos.
Aline foi convidada pela Secretaria Municipal de Saúde de Ampére para dar seu depoimento, em vídeo, como alerta sobre os cuidados com a saúde dos olhos, uma vez que hoje é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. Ela conta a história dos seus bebês, que tiveram complicações na visão. “Deus enviou esses três anjos pra gente cuidar. Foi uma gravidez tranquila, tomando todos os cuidados de uma gestação trigemelar. Nosso pré-natal foi feito no Hospital Regional, acompanhado pelo dr. Eduardo Dalcumune; foi um pré-natal de bastante atenção, bem minucioso, pelo risco. As ultrassons foram todas feitas no Hospital Regional, também com dr. Márcio André da Ros e dr. Rubens Schirr. Atendimento excelente.”
Foi montada uma equipe grande pra recepcionar os trigêmeos, com anestesistas, pediatras, cirurgiões, técnicos e enfermeiros. Eles foram encaminhados para a UTI Neonatal, para os procedimentos de praxe, sem precisar de intervenção. Mas, já no nascimento, a dr. Beatriz, que recepcionou a Maitê, percebeu algo diferente na visão da bebê. Foi solicitada a avaliação do oftalmologista, o dr. Eduardo Dettoni Vieira, que teve a suspeita do glaucoma congênito. “Então, começou a nossa luta. Foi uma surpresa. Infelizmente, é uma patologia que não se detecta na gravidez.”
Como o Hospital Regional não tem um aparelho para medir a pressão ocular, fica difícil confirmar o diagnóstico, por isso, buscou-se uma segunda opinião. Os bebês receberam outra avaliação do dr. Marcelo Kureski. “Tudo muito rápido, em questão de horas foi feita outra avalição, em que o doutor também suspeitou do glaucoma congênito. A princípio na Maitê e na Mariah, o Matheus não tinha nada. Dr. Eduardo, oftalmologista, com urgência, pediu a transferência da Maitê pro Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, porque o sucesso do tratamento é o diagnóstico precoce”, acrescenta Aline.
Maitê foi para Curitiba de avião com o pai, Adriano Araújo Silva, diante da urgência. “Todos foram muito profissionais, muito eficientes, teve muita humanização; eu me vi do outro lado, porque eu sou uma profissional de enfermagem, só que eu estava ali como paciente. A visão dos meus filhos estava nas mãos deles.” Maitê fez os exames com dra. Pérola, de Curitiba, que pediu uma avaliação dos irmãozinhos Mariah e Matheus, que também foram de transporte aéreo. Assim como Maitê, Mariah foi diagnosticada com glaucoma congênito. Matheus não, mas faz o tratamento também. Antes dos 21 dias de vida, foram feitas as cirurgias nos olhinhos delas e as duas enxergam, embora ainda não se saiba se terão sequelas, porque outros exames são feitos a partir de um aninho. Acompanhe o desenvolvimento dos bebês em @trigemeos_beltrao.









