CNJ prepara recomendação a juízes para agilizar proteção em casos de violência doméstica e familiar

Solicitação foi da deputada Leandre, após tomar conhecimento do caso de feminicídio ocorrido em Londrina.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou, em reunião realizada a pedido da deputada federal Leandre (PV), que está preparando recomendação aos juízes de todo o Brasil para que medidas protetivas de urgência sejam rapidamente liberadas em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, especialmente durante a pandemia de Covid-19. A recomendação é uma resposta à solicitação de Leandre que, após tomar conhecimento do caso de feminicídio ocorrido na cidade de Londrina, quando o juiz de plantão negou medida protetiva à vítima Sandra Mara Curti, por alegar que as medidas protetivas são uma exceção e não uma regra. Para Leandre, todo a estrutura legal brasileira, incluindo as leis que foram aprovadas durante a pandemia, buscam não só proteger a vida da mulher em qualquer circunstância, mas também dar agilidade a esse processo.

Talvez pudesse ter salvado uma vida
Segundo ela, a justiça precisa estar alinhada com esse sistema de proteção. “No caso de Londrina, talvez a medida protetiva pudesse ter salvado a vida de Sandra. Agora, nossa intenção é que esse tipo de atitude não ceife a vida de outras mulheres”, afirmou a parlamentar. A recomendação do CNJ está em fase de elaboração, por um grupo de trabalho liderado pela conselheira Cristiana Ziouva, procuradora Regional do Estado de São Paulo. E deve ser submetida ao Plenário do CNJ antes de ser encaminhado aos Tribunais de Justiça e Comarcas por todo o País. Cristiana Ziouva informou que o grupo de trabalho, também, prepara ações voltadas ao combate à violência doméstica no campo, já que o acesso às delegacias e casas abrigo é ainda mais difícil do que em grandes centros urbanos.

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