A instituição adotou todas as medidas protocolares para garantir a segurança de docentes, acadêmicos e população.

Com as atividades práticas suspensas desde o início das medidas de isolamento social no Paraná, o curso de Odontologia da Universidade Paranaense (Unipar), está retomando suas atividades práticas de forma gradativa e com isso também os atendimentos à comunidade interna e externa na clínica odontológica em Francisco Beltrão.
A instituição adotou todas as medidas protocolares para garantir a segurança de docentes, acadêmicos e população. Os pacientes que já se encontravam em tratamento e os novos interessados em atendimento, devem entrar em contato via telefone para receber as devidas informações e realizar os agendamentos.
O professor mestre Fabrício Abel Paganini, coordenador do curso de Odontologia, da Unipar, observa que apesar do momento de incertezas, medos e cuidados, a população não pode abrir mão da atenção a sua própria saúde. É grande a quantidade de pessoas sentindo-se inseguras em procurar um médico, um consultório odontológico ou buscar por outras áreas da saúde achando que nestes locais, os riscos de contaminação pela Covid-19 serão maiores que nos locais dos demais segmentos da sociedade.
Contudo, alerta o profissional de saúde, pesquisas e dados recentes comprovam que muitos indivíduos deixaram de buscar as consultas e os diagnósticos médicos e odontológicos no período de distanciamento social, refletindo num alto de índice de doenças ou patologias mais evoluídas ou em alguns casos, em estágios que dificultarão o tratamento adequado, como por exemplo, em casos de câncer de boca e do câncer de próstata.
“O indivíduo não pode se abster de buscar o atendimento profissional quando o assunto é saúde, pois postergar a procura, poderá culminar com o desenvolvimento de uma doença de difícil intervenção e regressão, seja na boca, ou nas demais regiões do organismo”, comenta.
Mas Fabrício deixa claro que cabe ao paciente observar se o profissional em que confiará o seu atendimento possui a estrutura de biossegurança mínima para a realização dos atendimentos nos seus consultórios ou clínicas, com as devidas barreiras de proteção, higienização e principalmente com os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) mínimos, exigidos pelos órgãos reguladores a partir deste momento de pandemia por vírus em todo o País e pelo mundo.
De acordo com ele, além do uso padrão dos EPIs (gorro descartável, luvas, óculos e máscaras) anteriormente adotados, nestes novos tempos, a relação ideal de itens para o atendimento clínico e cirúrgico odontológico inclui: EPIs citados como uso padrão; máscara N95 ou equivalente (respirador concha) substituindo a máscara cirúrgica, durante a realização dos procedimentos clínicos; protetor facial – Faceshield (sobre os óculos de proteção); avental descartável gramatura mínima 30g/m² (sobre o jaleco padrão).





