Pelotão da PM se aproximou da população, aumentou o monitoramento e melhorou a articulação com outros órgãos de segurança e poder público.

Alguns números do trabalho do 2º Pelotão de Polícia Militar impressionam: em quatro anos foram cerca de cinco toneladas de maconha apreendidas, 200 veículos recuperados, mais de 180 traficantes presos e apenas três roubos à mão armada registrados pela equipe. Mas, para alcançar estes indicadores o comando da corporação colocou em prática um trabalho articulado entre os moradores, policiais, poder público e instituições de segurança.
O ex-comandante do Pelotão, sargento Melo Santos, lembra que, quando assumiu a unidade, há quatro anos, pequenos crimes eram frequentes. Na cidade, havia muitos furtos nos bairros e no comércio. No interior, o problema maior era o roubo de gado e de bens. Também não existia uma integração tão grande entre o trabalho da PM, da Polícia Civil e do Judiciário. “Nós não temos um grande efetivo, não podemos estar em todos os locais o tempo todo, então vislumbramos que, aqui, dada as características do município, seria um campo profícuo para implementar a doutrina de polícia comunitária”, conta o sargento.
Neste modelo de policiamento, o efetivo tem uma proximidade maior com a população, seja de forma presencial ou virtual. Os policiais estão em 76 grupos de WhatsApp em que aproximadamente dois mil vizinhos trocam informações sobre a segurança de seus bairros. Em cada localidade a PM tem o chamado gestor de segurança, uma pessoa de confiança que ajuda a direcionar ações e repassar informações quando há algum problema por perto.
A população também pode ligar direto no celular da equipe policial de plantão, sem necessidade de cair na central do 190 para pedir apoio. Segundo o sargento, todas as ocorrências são atendidas. O trabalho passou, ainda, a ser melhor integrado com outras forças de segurança, desde o Conseg até a Polícia Civil e o Judiciário.
Outro grande diferencial foi o aumento da vigilância eletrônica. Moradores e comerciantes que participam do projeto instalaram câmeras nas casas e estabelecimentos. O poder público acompanhou o investimento privado e comprou sistemas para vários pontos da cidade, com uma central montada no pelotão. Hoje ninguém passa por Marmeleiro sem ser monitorado. “Esse fator da vigilância, aliado à identificação por placas existente em cada casa, ajuda a coibir quem pretende praticar algum crime e também ajuda a solucionar os que por ventura venham a acontecer”, ressalta.
Abordagens dão resultado
Um dos destaques do Pelotão é a quantidade de droga apreendida nos últimos anos. Marmeleiro é rota de contrabando e tráfico que vêm do Paraguai e Argentina e, muitas vezes, o ponto final de quem se arrisca transportar produtos ilícitos. “Tendo esse apoio maior da população para reduzir crimes menores, conseguimos focar mais tempo da nossa atuação nas abordagens para verificar casos de contrabando, tráfico, roubo de veículos e foragidos da Justiça”, comenta.
Segurança bem avaliada
Marmeleiro é o primeiro município do Estado a ter monitoramento rural e a segurança é um dos setores mais bem avaliados pela população. Nas três cidades abrangidas pelo Pelotão – que inclui ainda Flor da Serra do Sul e Renascença – os candidatos a prefeito se comprometeram em apoiar o modelo de segurança comunitária.
O policiamento mais próximo da população, adotado em Marmeleiro, está dando tão certo que virou exemplo para outros 20 municípios da região. “Conseguimos unir forças, melhorar a segurança, ter apoio da população e contribuir com a sociedade sem ter qualquer denúncia de abuso ou lesão por parte do nosso efetivo”, destaca Melo Santos, que desde a semana passada está trabalhando na sede do 21º BPM, em Beltrão. Quem passou a comandar o 2º Pelotão foi o cabo Apollo.







