Policiais

Toda ligação para o número 190 (Polícia Militar) na área de abrangência do prefixo (46), que compreende 41 municípios do Sudoeste do Paraná, e mais Barracão, prefixo (49), são direcionadas automaticamente para uma central de atendimento em Curitiba.
Segundo o major Rogério Pitz, subcomandante do 21º Batalhão da PM, o projeto piloto da Polícia Militar começou pela região e visa agilizar e melhorar a qualidade do atendimento à população. Em entrevista na tarde de ontem ao JdeB, ele explicou como está funcionando o novo sistema.
Segundo Pitz, a Polícia Militar enfrentava um problema nos municípios pequenos onde a população não conseguia contato com a corporação pelo telefone 190. “Nestes municípios, normalmente fica de plantão apenas uma equipe policial. A maior parte do tempo eles estão nas ruas fazendo patrulhamentos, então quando os moradores ligavam no 190 não conseguiam falar com ninguém, então muita ligação acabava subnotificada. ”
Muitas vezes os próprios policiais militares repassavam seus números de celulares para os moradores, só que, conforme Pitz, a PM não tinha controle sobre estas ligações, diferente do que ocorre no 190, quando toda ligação é gravada.
Nos municípios maiores, como Francisco Beltrão, pouca coisa deve mudar no trabalho da corporação. A PM tinha quatro linhas do número 190 e apenas um policial para atender. “Então, se as quatro linhas tocassem ao mesmo tempo, com certeza três teriam que esperar. Agora, a tendência é que todas sejam atendidas. ”
Como funcionava antes
Um policial militar ficava 24 horas por dia na central do batalhão atendendo as ligações. Cada ligação demorava em média de 1min30seg a 2min para coletar informações básicas como tipo de ocorrência, nome da pessoa, endereço, etc. Tudo escrito em um computador e depois repassado para a viatura via rádio.
Como funciona agora
A ligação cai em uma central em Curitiba, o policial atende e coleta as informações básicas que vão sendo escritas no computador. Depois que encerra o contato, as informações são enviadas imediatamente para o computador da Polícia Militar de origem da ligação.
As sedes de companhia, como Francisco Beltrão, Dois Vizinhos, Santo Antônio do Sudoeste e Capanema, permanecem com um policial 24 horas por dia para receber estas informações e repassar via rádio para as viaturas. “Se houver alguma dúvida quanto ao endereço, por exemplo, nada impede que a polícia retorne a ligação para a pessoa porque tudo ficará registrado”, comenta o major Pitz.
Outra vantagem é que se a ligação for do celular da pessoa, através do sistema de localização do aparelho, o endereço é fornecido imediatamente ao policial.
Sistema está em aperfeiçoamento
Como o projeto ainda está sendo implantado, Major Pitz afirma que ajustes estão sendo feitos pela equipe da Diretoria de Desenvolvimento em Tecnologia e Qualidade da Polícia Militar. “Todas as melhorias necessárias estamos informando para eles, para que o sistema seja aperfeiçoado.” Outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro já adotam este modelo.
Além disso, a PM pretende gerir melhor suas informações e até economizar com o tempo, pois nada impede que civis sejam contratados para atender os telefones. Hoje, apenas policiais fazem este serviço.
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Aplicativo da PM é opção à ligação ao 190

O Major Pitz salienta que outra opção de contato com a PM é o aplicativo 190. Criado por meio de uma parceria entre a PM e a Companhia Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), o aplicativo foi pioneiro em acionamentos de emergência, sem a necessidade de ligação telefônica ao 190 para solicitar atendimento.
A reportagem instalou o aplicado no celular na tarde de ontem em cerca de 3 minutos. Basta preencher os dados pessoais e o aplicativo está pronto para o uso. “Se através da ligação o tempo médio é de 1min30 seg, através do aplicativo cai para 10s a 15 segundos”, ressalta.
A plataforma foi idealizada para facilitar o contato entre a Polícia Militar e a população, incluindo pessoas que possuem limitações físicas e não conseguem pedir atendimento por ligação telefônica. O aplicativo é acessível tanto para surdos quanto para mudos, e a interação é dinâmica e rápida, para que o usuário possa ser atendido de maneira eficiente.
Há uma equipe específica para atendimento das ocorrências via aplicativo, também em Curitiba, que depois são encaminhadas para as sedes da PM em cada município averiguar.
O relato de quem utilizou o 190
Andrea Petry, vendedora de Francisco Beltrão, já usou o novo sistema e relatou demora no atendimento. Ela contou que a casa de sua sogra, idosa de 92 anos, foi invadida por um homem no final do ano passado. “Ele pulou o portão que estava chaveado. Pedimos para que ele se retirasse, ele voltou a pular o muro, então tentamos chamar a polícia pelo 190 onde foi que caiu a ligação lá em Curitiba. O mesmo pede disque 1 para tal situação, disque 2 para tal situação, fazendo com que demore o atendimento.”
Ela diz que são feitas várias perguntas para descrever a situação e o endereço de onde se está falando. “Acaba-se perdendo um tempo muito grande até que se explique toda a situação para a central e a central entre em contato com o batalhão. Essa pessoa já tinha se evadido e não sabemos para onde foi. Anteriormente, a gente ligava no 190 da cidade as viaturas mais próximas já se deslocavam, era um atendimento muito mais rápido.”






