Esporte
No cargo desde o início do ano, o presidente do Santos, Andres Rueda, afirmou ontem que o clube encerrará o contrato, atualmente suspenso, com o atacante Robinho. O jogador de 36 anos foi condenado pela justiça italiana, em primeira e segunda instância, por um crime de violência sexual ocorrido em janeiro de 2013.
“O contrato vence agora, em [28 de] fevereiro. Conversamos com ele, que sabe da nossa intenção de romper ou terminar essa relação profissional com o Santos. Isso está com nosso departamento jurídico para, nos próximos dias, chamar a advogada dele e encerrar essa questão”, declarou Rueda, em entrevista coletiva on-line, exibida pela Santos TV.
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Robinho foi contratado em outubro, na gestão do então presidente Orlando Rollo (substituto de José Carlos Peres, que sofreu impeachment), para iniciar o que seria a quarta passagem pelo Santos. Na ocasião, o atacante estava condenado em primeira instância na Itália.
Depois do protesto de torcedores nas redes sociais e de patrocinadores ameaçarem romper a ligação com o clube, Peixe e atleta decidiram suspender o vínculo. O atacante teve a condenação em segunda instância definida em dezembro. Ele é acusado de abusar sexualmente, junto de outros homens, uma mulher de origem albanesa, numa casa noturna de Milão. Robinho defendia o Milan (Itália) na época.
Pituca de saída
Rueda também anunciou que Diego Pituca deixará o Santos após a final da Libertadores. O atleta de 28 anos será negociado com o Kashima Antlers (Japão). Foi do meio-campista um dos gols da vitória por 3 a 0 sobre o Boca Juniors (Argentina), quarta-feira, 13, que classificou o Peixe para a decisão contra o Palmeiras, no próximo dia 30, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
“A proposta do time japonês para o Pituca é muito significativa para o jogador em matéria financeira. Negociamos com eles uma condição financeira que tinham colocado. O valor que estão pagando é por 50% dos direitos econômicos do Pituca”, explicou o dirigente.
O valor da nova oferta do Antlers por Pituca não foi revelado. A anterior, rejeitada em dezembro, era de US$ 1,6 milhões (R$ 8,2 milhões na cotação atual).




