Veterinários alertam para consumo de produtos clandestinos de origem animal

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O SIM supervisiona as indústrias de alimentos em DV.

Desde o início da década de 50, a legislação brasileira proíbe o comércio de qualquer produto de origem animal que não tenha o seu processo produtivo inspecionado por órgãos oficiais, sejam eles dos governos federal, estadual ou municipal. Isso se dá porque produtos sem inspeção são veiculadores de doenças, podendo afetar gravemente a população. “Alimentos de origem desconhecida podem ter sido fabricados em condições insatisfatórias de higiene ou embalados e armazenados de forma inadequada, trazendo risco de contaminação, o que pode provocar graves danos à saúde do consumidor”, alerta o veterinário Fabiano Pereira Borges, do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), de Dois Vizinhos.

Além do risco de causar intoxicações alimentares, ingerir o alimento não fiscalizado pode ser a porta de entrada para doenças transmitidas dos animais aos homens, as chamadas zoonoses. “O consumidor deve ter sempre o cuidado de verificar se os rótulos dos produtos de origem animal apresentam o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), dos Estados (SIE) ou dos municípios (SIM). Muitas vezes, pelo preço, os consumidores optam por comprar em locais que não oferecem a garantia de segurança. Caso não se comprove a origem e o registro da carne, ou outros produtos de origem animal, o consumidor deve denunciar à vigilância sanitária”, completa.

O SIM de Dois Vizinhos possui uma equipe formada por três médicos veterinários que realizam, diariamente, a inspeção sanitária em estabelecimentos de origem animal, como abatedouros de bovinos e suínos, fábricas de embutidos cárneos, laticínios, produção de ovos e mel.

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Os controles são realizados através de fiscalização in loco e documental nos estabelecimentos registrados no SIM. Anualmente, todos os produtos fabricados pelas agroindústrias passam por análises laboratoriais, com a finalidade de garantir a qualidade dos alimentos produzidos. “Faça sua parte: seja um consumidor consciente e escolha adquirir somente produtos de origem animal seguros”, conclui Fabiano.

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