Geral


Por Marcos Witeck
João dos Santos Bitencourt, natural de Chopinzinho (PR), nascido em 16 de maio de 1937, filho de José dos Santos Sobrinho e de Júlia Milifina dos Santos, casou no civil em 29 de junho de 1957 e no religioso em 3 de novembro de 1957, com Maria Antônia da Silva, natural de Cruzeiro, Joaçaba (SC) Ela era filha dos gaúchos Liberato Bernardo da Silva e Florisbela Maria da Silva, nascida em 3 de junho de 1941 e falecida em 21 de janeiro de 2019, sepultada no Cemitério Municipal de Cruzeiro do Iguaçu.
João faleceu de acidente de automóvel, na comunidade de Santa Terezinha, DV, saindo da rodovia e colidindo contra o barranco, em 13 de março de 2009, foi sepultado no cemitério de Cruzeiro do Iguaçu.
Em 1965, saiu de mudança de São João, Distrito de Chopinzinho, de carroça, com esposa e as quatro filhas. Foram três dias de viagem, abrindo picadas até chegar na comunidade de Paineira do Iguaçu, onde havia adquirido um pedaço de terra, vizinho de João Tatin, que muito se ajudaram na lida da roça. O casal teve 11 filhos e uma filha adotiva: Maria Oracélia, Onélia, Vanilda, Ironí, Olindo, Sirlei, Clair, Ivone, Inês (adotiva, registrada Bitencourt), Lucimar, Elenice e Vilmar dos Santos Bitencourt.
Em 1980, deixou a Paineira para morar próximo da sede de Cruzeiro do Iguaçu, mas continuando com os trabalhos na lavoura e na criação de porcos. João era muito atuante nos trabalhos da comunidade. Ajudou na construção da capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Paineira do Iguaçu. Participou das diretorias da capela e da Escola Estadual São Domingos Sávia, na Paineira do Iguaçu. Na sede de Cruzeiro do Iguaçu, continuou a participar da vida social, várias vezes participou das diretorias da Matriz Nossa Senhora de Fátima e das escolas Municipal e Estadual Dr. Arnaldo Busato. Ele foi do conselho diretor da Camdul, entreposto de Cruzeiro do Iguaçu. Em 1985, ocupou o posto de inspetor, sub-delegado, do Distrito de Cruzeiro do Iguaçu.
Aprendeu a assinar e as operações matemáticas
João não tinha escolaridade, mas aprendeu a assinar seu nome e as quatro operações da Matemática. Tinha uma grande facilidade e rapidez em fazer de memória os cálculos de medições de terra, foi aluno do Mobral Movimento Brasileiro de Alfabetização), no fim da década de 1960, na Escola Municipal São Domingos Sávia de Paineira do Iguaçu. Essa escola em 1982 passou para o Estado, até 1998, quando retornou para a Prefeitura de Cruzeiro do Iguaçu. Quando precisava ler ou anotar algo mais relevante, sempre levava uma das filhas mais novas, pra realizar a tarefa. Assim, aconteceu na coleta das assinaturas pro abaixo-assinado do processo de emancipação e a confecção dos cadastros de quem iria votar no Plebiscito de 1° de setembro de 1991.
Foi candidato a vereador pelo PDT em 1988, por Dois Vizinhos, ficando na quarta suplência com 330 votos. Em 1989 assumiu a sub-prefeitura do Distrito, no cargo de sub-prefeito de Cruzeiro do Iguaçu, na administração do prefeito José Ramuski Júnior(1989-1992). No ano seguinte, quem assumiu o cargo foi Danilo Mezzomo, até o fim de 1992. Em 1º de janeiro de 1993, iniciou as atividades administrativas do novo município de Cruzeiro do Iguaçu.
Em 1992, na primeira eleição para escolha dos futuros dirigentes do novo município, João dos Santos Bitencourt foi candidato a vereador pelo PDC, na coligação “Trabalho, Honestidade e Competência”, obtendo 86 votos, ficando na primeira suplência. No ano 2000, candidato a vereador pelo PPB, na Coligação “União Democrática Cruzeirense”, com 82 votos, ficando na suplência.
Comissão de Emancipação
Em 1989, João dos Santos Bitencourt passou a integrar a comissão de emancipação do Distrito de Cruzeiro do Iguaçu, juntamente com Neudir Antonio Giachini, presidente da comissão; Valdemar Roque Piva e professor Marcos Geraldo Witeck*. Eles coordenaram várias reuniões, no intuito de esclarecer a população da importância da emancipação do Distrito de Cruzeiro do Iguaçu. Coletaram informações, documentos, abaixo-assinados para concretizar e argumentar o processo de emancipação do Distrito de Cruzeiro do Iguaçu. Concluído o processo, o mesmo foi entregue em 29/11/1989 ao deputado estadual Nereu Carlos Massignan, que no dia 30/12/89 protocolou na Assembleia Legislativa do Paraná, sob o nº 10.992/89. No dia 4/12/1989, começou a tramitar pelas comissões das Casa, chegando ao plenário em 13 de março de 1990, na ordem do dia, para 1ª discussão e aprovação pelos deputados, que transformaram na Lei nº 9.232 de 26 de abril de 1990, e promulgado pelo então governador Álvaro Dias.
João dos Santos Bitencourt foi velado no Centro Comunitário Dom Agostinho José Sartori, da Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima, a qual ajudou a construir durante o período do monsenhor Eduardo Rodrigues Machado, que foi um dos grandes defensores e incentivadores da emancipação de Cruzeiro do Iguaçu. Um grande público aguardava a chegada do corpo. Todos tinham seu motivo para dar seu último adeus ao vizinho, compadre, amigo João dos Santos Bitencourt.
*Obs. Marcos Witeck passou a integrar a Comissão por indicação de Helmuth Schmitz e, a convite do presidente da Comissão Emancipacionista Neudir A. Giachini, a partir de 1990, na falta dum representante da comunidade de Foz do Chopim. Para auxiliar nos trabalhos de cadastramento dos eleitores que votaram no dia do plebiscito, em 1° de setembro de 1991.
Professor Marcos
*Marcos Geraldo Witeck é ex-vereador, ex-secretário de Educação, professor de História, ex-diretor do Colégio Estadual Dr. Arnaldo Busato, Ensino Fundamental e Médio, de Cruzeiro do Iguaçu, formado em Filosofia, UPF, pós-graduado em História do Brasil e Pedagogia Escolar. Prof. PDE 2012 – A Revolta dos Posseiros de 1957 no Sudoeste do Paraná. Membro fundador do Centro de Letras de Francisco Beltrão.




