Campanha da Sanepar abrange a região de Curitiba, mas também há o alerta para a falta de água em outras regiões do Estado.
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Campanha da Sanepar está alertando os consumidores para os baixos índices nos reservatórios de água devido à falta de chuvas em todo o Paraná. A intenção é conscientizar o consumo e alertar o risco da falta de água para a população de Curitiba e região, que atualmente vive o rodízio do abastecimento de água, com os reservatórios em 55% da vazão. No entanto, os reservatórios de outras regiões do Estado também estão baixos.
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De acordo os dados do Simepar, o Sudoeste passará por mais um período sem chuvas neste início de julho. Há previsão para chuvas somente a partir da segunda quinzena do mês. No entanto, ainda deverá ser insuficiente para amenizar os efeitos da crise hídrica.Segundo os dados do IDR/Iapar, choveu apenas 33% do que era esperado entre fevereiro e junho de 2021 em Francisco Beltrão. A média histórica de chuvas no período é de 835 milímetros, mas choveu apenas 274 milímetros.
Segundo o relatório do Simepar sobre o inverno de 2021, esta estação deverá ser marcada por períodos prolongados sem chuva. A meteorologia acredita que somente a partir de setembro o Paraná terá maiores volumes de chuvas, que deverá amenizar a longa estiagem.
Reservatórios do Sudoeste
A assessoria de imprensa da Sanepar enviou ao JdeB informe sobre a situação do abastecimento no Sudoeste. Segundo os dados da empresa, os poços que abastecem Santo Antônio do Sudoeste e Pranchita apresentam redução de 40% na vazão. Os municípios estão em rodízio no abastecimento desde o início de maio, e também está sendo necessário o complemento do abastecimento com caminhões-pipa. O Rio Santa Cruz, em Nova Prata do Iguaçu; e o Rio Siemens, que abaste as cidades de Capanema e Planalto; estão com 60% de vazão. O Rio Anta Gorda, que abastece Santa Izabel do Oeste; o Rio Girau Alto, que abastece Dois Vizinhos; O Rio Marmeleiro, que abastece Marmeleiro; e os mananciais de Pinhal de São Bento e Pérola D’Oeste; estão com 70% de vazão. Em Francisco Beltrão, o Rio Marrecas está com 80% da sua vazão.
Histórico de secas no Sudoeste
De acordo com os registros históricos da Amsop, a média anual de chuvas em Francisco Beltrão e no Sudoeste varia de 1.800 a 2.100 milímetros. Mas a região já viveu outros grandes períodos de estiagem, chegando a afetar a agricultura local e a vida dos sudoestinos.
Entre 1977 e 1978 a região viveu a pior estiagem de que se tem registro. Rios secaram, faltou abastecimento de cidades. Neste período ocorreu um grande êxodo de moradores do campo para as cidades. Em 1985, choveu apenas 1.348 milímetros, e a safra daquele ano também foi afetada.
Em 1991, ficou sem chover por quase quatro meses. Os pedidos de ajuda ao governo federal não foram atendidos, e, dia 9 de abril, mais de três mil agricultores do Sudoeste fizeram uma grande manifestação em Francisco Beltrão, com apoio da Amsop e muitas outras entidades. Devido à falta de recursos, muitos agricultores precisaram vender os bois que eram usados como força de tração à época, numa agricultura sudoestina que ainda contava com poucas máquinas na operação da lavoura.
Entre 1995 e 1996, outra estiagem também prejudicou a safra, falava-se até em risco de ‘calamidade’. Em novembro de 2004 começou a faltar chuva no Sudoeste, e, até março de 2005, 30 dos 42 municípios da região já haviam decretado estado de emergência. Em 2009, outra estiagem também afetou a agricultura e a vida dos sudoestinos; naquele ano, mais da metade do milho foi perdido, e as perdas no Sudoeste foram de R$ 300 milhões.
O setor agropecuário necessita de grandes quantidades de água. A região tem centenas de aviários para criação de frangos e a pecuária leiteira está presente em grande parte dos municípios. As criações de bovinos, frangos e galinhas poedeiras precisam de água diariamente.






