Foi a 21ª cassação desde a redemocratização e a primeira desde 2016, quando Eduardo Cunha caiu.
O plenário da Câmara dos Deputados cassou o mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ), denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro sob a acusação de ser a mandante do assassinato do marido, Anderson do Carmo. Foram 437 votos a favor da cassação e 7 contrários, com 12 abstenções, em votação aberta — eram necessários ao menos 257 votos favoráveis para a cassação ser aprovada.
Foi a 21ª cassação realizada pelo plenário da Casa desde a redemocratização e a primeira desde 2016, quando o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) foi formalmente acusado na Câmara de mentir aos colegas ao negar, em março de 2015, ter “qualquer tipo de conta” no exterior — frase dita meses antes de vir à tona a existência de dinheiro atribuído ao peemedebista na Suíça.
Além disso, foi a terceira cassação, desde 1988, motivada por acusação de que o parlamentar esteve envolvido em mando ou na prática de assassinatos. Foram cassados pelo mesmo motivo o deputado Hildebrando Pascoal (sem partido-AC), acusado de liderar uma organização criminosa para fins de narcotráfico internacional e homicídios (grupo de extermínio), e o deputado Talvane Albuquerque (PTN-AL), condenado por ter mandado assassinar a deputada federal Ceci Cunha. O suplente de Flordelis é Jones Barbosa de Moura (PSD), vereador do Rio de Janeiro




