Há 44 anos, feira livre do centro é o ponto de encontro dos beltronenses

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Élio Osowski, presidente da Associação dos Feirantes de Francisco Beltrão.

Ontem, 25 de agosto comemorou-se o Dia do Feirante no Brasil. É uma homenagem à primeira feira ao ar livre, realizada em 1914, em São Paulo. Em Beltrão, a feira do produtor já acontece há 44 anos, uma das feiras mais antigas do Sudoeste paranaense.

O JdeB conversou com Élio Osowski, presidente da Associação dos Feirantes de Francisco Beltrão. Ele está em sua terceira gestão como presidente. De acordo com o produtor, que mora na comunidade de Rio Quibebe, a família Osowski é a única entre os fundadores da feira ainda em atividade.

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Élio conta que a associação foi fundada em 1990, mas os feirantes começaram a expor seus produtos em novembro de 1977. “Antes não tinha uma associação legalizada, era mais livre. Hoje, nós estamos legalizados no espaço do centro, na praça. Lutamos por mais ou menos 20 anos para conseguir esse espaço. Conseguimos o recurso, e a Prefeitura, na gestão do Cantelmo Neto, fez a cobertura.”

Segundo o presidente da Associação dos Feirantes, Beltrão possui uma das feiras mais bonitas do Paraná. Ele visitou feiras em Curitiba, Cascavel e outras cidades; muitas ainda estão em exposição de barracas, nas ruas. Conta, por ter experiência, que tanto em dias de chuva como em dias de sol fica muito difícil para trabalhar e receber a população. “Aqui nós sofremos muito com isso. Mas, graças a Deus, a gente lutou e a Associação trabalhou junto para conseguirmos o espaço. Uma feira organizada, com espaço bonito e coberto, um local limpo, somente em Beltrão.” Ainda segundo o Élio, há previsão para melhorias futuras no ambiente da feira. “Vai ser feita uma revitalização do nosso espaço. Vão trocar a cobertura e fazer mais algumas obras através da Prefeitura. Vai ficar ainda melhor.”

A feira como ponto turístico
Além de fornecer produtos orgânicos para a população diretamente do produtor, Élio também considera a feira um ponto turístico da cidade. “Você vê pessoas de todos os municípios. No fim de semana, principalmente aos sábados. Até políticos que são da região e vêm a Beltrão visitar a feira.”

Os desafios do feirante
O maior desafio para o feirante é se manter na profissão, conta Élio, que trabalha há mais de 40 anos no ramo. “Com a economia lá em cima, às vezes lá embaixo, fica mais difícil. E nesta pandemia foi a parte mais ruim. Tivemos uns períodos em que parou a feira durante 28 dias, e depois parou mais 15 dias. Para nós foi muito difícil, porque não tínhamos onde expor nossos produtos. Como é um produto perecível, você tem que consumir, se não acaba perdendo.”Mas, apesar das dificuldades, o presidente dos feirantes conta que tem conseguido se manter, e o retorno da feira ajudou a melhorar este cenário. “A feira de Beltrão é um sucesso. Para nós, como pequenos produtores, podemos expor o nosso produto, manter nossa família e continuar no campo.”

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