“Fazer o bem pelo bem que nos faz”

Amanhã, 5 de dezembro, é Dia Internacional do Voluntário.

Frederico Vieira, professor universitário e atual presidente do Cemp.

Frederico Vieira, que completará 41 anos no próximo dia 3 de janeiro, iniciou no voluntariado há mais de 20 anos. Professor do Magistério Superior da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR-DV) e atualmente presidente do Centro Espírita Mensageiros da Paz (Cemp), ele é adepto de “fazer o bem pelo bem que nos faz”.

“É uma sensação maravilhosa a gente poder fazer o bem e se sentir bem, se sentir útil. Eu sempre tive muita vontade de poder ser útil aos outros, e essa foi uma grande motivação que me fez buscar o caminho do trabalho voluntário na minha vida.”

Para Frederico, é interessante a ideia de doar o que se tem, não somente questões financeiras, mas principalmente doar algo de si. “Há pessoas que são habilidosas em trabalhos manuais, então dedicam-se a ensinar pessoas de forma voluntária, principalmente pessoas carentes. Trabalhos voluntários, marcenaria, artesanato. Tem pessoas que são ótimos oradores, tem a vocação da palavra e conseguem transmitir com muita clareza com todas as linguagens, para todos os públicos, palavras de consolo, de esperança, incentivo. Tem pessoas que são ótimos ouvintes, habilidosos em ouvir, e conseguem prestar um trabalho de apoio emocional, numa conversa fraterna empática.”

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E acrescenta: “É legal doar aquilo que você tem em você, o que você gosta de fazer você doa para os outros. Tem uma frase da Cora Coralina que diz o seguinte: ‘Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina’. Então, é uma via de duas mãos. Com a caridade ou o trabalho voluntário você ajuda, mas os maiores beneficiados somos nós mesmos”.

Frederico é natural de Belo Horizonte (MG), mas reside em Marmeleiro desde 2013. É professor universitário do curso de Agronomia da UTFPR-DV, onde atua também como docente de programa de pós-graduação em nível de mestrado e doutorado. Em Francisco Beltrão, começou a frequentar o Centro Espírita Mensageiros da Paz (Cemp) em 2013 e atualmente é o presidente.

 Frederico Vieira numa atividade do Centro Espírita Mensageiros da Paz.

Quando iniciou no trabalho voluntário?
“Desde que eu me tornei espírita, no ano de 2000, eu tinha em torno de 19 anos de idade, e comecei a atuar no movimento espírita jovem. A partir dali, a gente começou a fazer trabalho voluntário.” Frederico ainda residia em Viçosa (MG) e frequentava o Centro Espírita Camilo Chaves, que tinha uma forte vertente de trabalho voluntário na assistência e promoção social espírita.

Ali, eram realizadas a campanha do quilo, a evangelização infanto-juvenil de crianças carentes e visitas fraternas nos lares de pessoas de vulnerabilidade social. “A gente também tinha por prática realizar eventos e no lugar de cobrar o ingresso, fazíamos a arrecadação de alimentos não perecíveis.”

Na sequência, Frederico mudou-se para Piracicaba (SP) e continuou no movimento espírita. “O que mais me vem forte à lembrança foi um trabalho que foi muito gratificante, a gente fazia distribuição de café da manhã aos moradores de rua. Todo primeiro domingo do mês, em torno das 6 horas da manhã, a gente se reunia na Casa Espírita, preparava café, pão e frutas e a gente distribuía; lá em Piracicaba eram muitos os moradores de rua naquela época, em 2011 e 2012.”

Em 2013, já em Francisco Beltrão, ingressou no Centro Espírita Mensageiros da Paz e teve um período de atuação no Centro de Valorização à Vida (CVV) Comunidade de Francisco Beltrão, o qual ajudou a fundar e colaborou até 2017.

“Todas as minhas atividades assistenciais atuais são vocacionadas à promoção de qualidade e valorização da vida, tanto no movimento espírita do Sudoeste do Paraná, como também na UTFPR, por meio da qual eu realizo palestras e ações voltadas à valorização da vida, tanto para comunidade universitária quanto para escolas do ensino fundamental e médio, públicas e privadas de Dois Vizinhos e região”, conta Frederico. Para ele, não há nada mais gratificante do que doar o que se tem de melhor em si mesmo e, principalmente, ser útil para quem precisa de ajuda. “No final, todos somos ajudados e nosso mundo ao redor fica um pouco melhor.”

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