Saúde

O Bairro Água Branca, de Francisco Beltrão, pode ser dividido entre antes e depois do Hospital Regional, inaugurado em fevereiro de 2010. Até então, o destaque era o Posto da Polícia Rodoviária Estadual e uma concessionária de veículos. Depois do HR, o ritmo de crescimento foi acelerado, com prédios da Unioeste (cursos de Medicina e Nutrição), indústrias, comércio e loteamento, o amplo e moderno CRE — batizado com o nome de Dr. Kit Abdala —, que atende diariamente de 700 a 800 pessoas, e em fase de construção o hospital intermunicipal, que já tem nome, Dr. Aryzone Mendes de Araújo.
Este hospital vai atender, pelo SUS, os 27 municípios da microrregião (mesmo universo do CRE), e é resultado de uma ação política, depois que a Prefeitura de Francisco Beltrão interveio no Hospital São Francisco, em dezembro de 2017, porque os sócios do nosocômio decidiram não mais atender pelo Sistema Único de Saúde, alegando, basicamente, prejuízo financeiro.
Como solução, que ainda está em andamento, enquanto perdura a intervenção, a construção do hospital intermunicipal. Serão 10 mil m² de área construída (num terreno de 15 mil m², doado pela Prefeitura), com um total de 92 leitos. E quando se fala dessa obra, a lembrança do ex-deputado Nelson Meurer (1942-2020) vem à tona, porque ele chamou a responsabilidade para si e intermediou a primeira verba de R$ 20 milhões do Ministério da Saúde para o pontapé inicial.
“Essa é uma demanda que dura mais de uma década, é uma necessidade para a nossa população, e com esta união de forças foi possível viabilizar esse projeto tão importante.” A fala é do prefeito de Francisco Beltrão, Cleber Fontana.
O hospital vai contemplar as especialidades de cirurgia geral, obstetrícia, pediatria, leitos especializados em saúde mental e de terapia intensiva, etc.
Novo hospital de Realeza; projeto do hospital de Salto do Lontra
Fevereiro de 2017, um domingo de sol em Realeza, uma tragédia: o Hospital Imaculada Conceição, único da cidade e com 40 anos de atendimento, foi destruído por um incêndio. Ninguém se feriu. Mas desde então a prioridade foi, no setor de saúde, a edificação de um novo hospital. E isto está em andamento, e deve abrir suas portas no ano que vem.
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O projeto prevê a construção de um hospital de pequeno porte, com 30 leitos, e centro cirúrgico de alta qualidade. O objetivo é oferecer à população um hospital bom, que também possa atender a microrregião, com algumas especialidades e com infraestrutura adequada.
Salto do Lontra terá seu novo hospital municipal, que deve começar a sair do papel no começo de 2022. O projeto indica que serão mais de 2.700 m² de área construída, no terreno de mais de 4 mil m² do antigo pátio do DER, na saída para Nova Prata do Iguaçu. O terreno será todo adequado e a rua entre o DER e o pátio do setor rodoviário já foi desafetada, com a chancela da Câmara de Vereadores.
UTIs para Dois Vizinhos
Uma grande conquista para o Hospital Pró-vida de Dois Vizinhos neste ano foi o projeto para a construção de novas UTI, para abrigar dez leitos. O investimento é do governo estadual.
Empresas e entidades de Dois Vizinhos também são parceiras: a BRF doou uma usina de oxigênio, de aproximadamente R$ 450 mil, enquanto as cooperativas de crédito Cresol, Sicredi e Sicoob também fizeram a doação de equipamentos. Campanhas coordenadas pelo Lions Clube repassaram, nos últimos anos, mais de R$ 700 mil.
Região tem uma boa rede de hospitais
Na análise do secretário de Saúde de Eneas Marques, Leandro Legramanti, também presidente do Cresems (Conselho Regional de Secretarias Municipais de Saúde), “nossos hospitais conseguem atender a maioria das situações, temos hospital terciário, como é o caso do Hospital Regional do Sudoeste, o Ceonc e a Policlínica de Pato Branco, com a oncologia e cardiologia de alta complexidade”.
“Além disso, temos hospitais de pequeno porte que atendem questões de baixa e média complexidade como Pró-Vida em Dois Vizinhos, Casa de Saúde de Santa Izabel do Oeste, Hospital de Ampere, Capanema, Pranchita, etc.”
Leandro conclui destacando as metas futuras para melhorar ainda mais o quesito saúde sudoestina: “Acredito que nossa maior necessidade é a implantação e a habilitação de UTIs pediátricas, instalação de leitos psiquiátricos e a habilitação do serviço de alta complexidade de ortopedia. Além de fortalecer e qualificar a área da urologia, oncologia, hemodinâmica e oftalmologia de nível hospitalar”.
Na opinião de Leandro, com o hospital intermunicipal em funcionamento haverá uma qualificação na rede de atenção à saúde da região.
“Trabalhamos para oferecer o melhor”
O presidente da ARSS (Associação Regional de Saúde do Sudoeste), prefeito Ricardo Ortiña (Santo Antônio do Sudoeste), faz uma análise do quadro da saúde no Sudoeste: “Saúde é um tema sempre presente para as pessoas, temos consciência disso e trabalhamos para oferecer o melhor possível todos os dias. No Sudoeste, com o Hospital Regional e o Ceonc [hospital do câncer] em Beltrão temos uma resposta efetiva para os casos mais graves, da pediatria à geriatria. E com os novos leitos de UTIs em Dois Vizinhos, Beltrão e Pato Branco conseguimos passar bem no trágico período da pandemia”, avaliou Ricardinho.
“E nossa rede de retaguarda, digamos assim, é boa também, com os hospitais públicos de Ampere, Pranchita e Santa Izabel do Oeste, e os hospitais comunitários, como em Verê e Coronel Vivida. Estamos trabalhando firme, a equipe da saúde dos municípios é profissional e qualificada”, completou o prefeito Ricardinho.
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