Até uns meses atrás a falta de chuva estava causando justo dissabor, com alguns municípios perto da dramaticidade, tendo que estabelecer rodízio para o fluxo de água, e causando grandes prejuízos financeiros na agropecuária.
Existe aquela brincadeira popular: quando é frio demais, a pessoa lamenta a situação e roga para que o calor do verão chegue logo, e roupas leves possam ser usadas. E então o contrário: quando há temperaturas elevadas, todo mundo suado, inclusive logo depois de tomar banho, no ato de se secar, e o desejo de que um frio não cairia mal, com sopa e quentão.
Brincadeira à parte, é da natureza humana desejar um equilíbrio, o bom senso, uma atmosfera nem tão abrasiva e nem tão congelante, mas a temperatura oscila e a temperança não é a regra do ano todo.
No Sudoeste, por exemplo, até uns meses atrás a falta de chuva estava causando justo dissabor, com alguns municípios perto da dramaticidade, tendo que estabelecer rodízio para o fluxo de água, e causando grandes prejuízos financeiros em propriedades rurais, devido à estiagem prolongada. Uma medida, essa do rodízio, acertada, porque senão a possibilidade de um desabastecimento crônico seria inevitável.
E eis que nesta semana a chuva deu o ar da graça e de forma avassaladora, com o registro de milímetros recorde desde 2017. Mesmo assim, pode-se supor que o grau de reclamação das pessoas tenha sido mínimo, porque a sensação predominante é de alegria, pela chuva tão esperada, principalmente na área rural, para famílias, agroindústrias e cooperados, porque suas atividades estavam comprometidas.
Cabe lembrar, no entanto, o quão foi importante, ou o quão está sendo, a luta para que o projeto antienchente fosse viabilizado para Francisco Beltrão. Em meados da década passada, os primeiros passos foram dados, e agora em 2022 ou 23, a entrada na reta final, o momento derradeiro para a conclusão. E depois, com o sucesso que se vislumbra, que sirva de referência, Brasil afora, para obras dessa magnitide.
Felizmente, os levantamentos preliminares de anteontem indicam danos materiais bem diferentes do que se noticiava tempos atrás, quando o ritmo de socorro envolvia, automaticamente, locais improvisados para que famílias pudessem dormir, porque suas casas ficaram totalmente alagadas. Essa chuva de agora fez os rios transbordarem, inundando ruas e avenidas, como em cena de filmes. Mas ao se comparar isso com tragédias do passado, é quase nada mesmo.





