
Por Juliam Nazaré – Árbitro de futebol desde 1999, o beltronense Antônio Marcos Camargo de Andrade, o popular “Marcos Andrade”, encara uma nova fase na função. Aos 44 anos, ele agora atua como analista de campo em partidas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Marcos trabalha como coordenador geral do Depen e diretor da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão. O esporte é uma atividade paralela.
Ele faz parte do quadro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 2021. Na Federação Paranaense, está desde 2001. Até 2017, foi árbitro e no ano passado iniciou como analista de campo. A função consiste em observar o desempenho de árbitro, assistentes e quarto árbitro. “O torcedor vai ao estádio para ver os times. O analista vai verificar a conduta do pessoal do apito. Se ocorrer algum distúrbio entre as torcidas, nós podemos fazer alguma anotação, mas o objetivo é verificar a qualidade dos profissionais e se tudo está dentro do critério pré-determinado.”
O beltronense estreou como analista em junho do ano passado, enquanto seu último compromisso foi em 15 de maio, no fim de semana, no confronto entre Coritiba e América Mineiro, pela Série A, do Brasileirão.
De acordo com Andrade, em razão da arbitragem não ser regulamentada como profissão, a maioria de quem desempenha a função possui outras atividades. Isso também obriga os donos do apito a sempre terem boas performances. “No meu caso, por exemplo, se deixar de anotar alguma coisa, posso ir pro fim da fila. Não tenho vínculo empregatício, então necessito ter bom desempenho para conseguir mais oportunidades.”





