Geada prejudica pintura do veículo e pode afetar a condução

Os cristais de gelo até podem ser bonitos, mas se tornam prejudiciais ao verniz que protege a lataria.

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Camada de gelo é comum nos dias mais frios em carros que passam a noite a céu aberto.

JdeB – O frio intenso forma bonitas paisagens e cria cenas exóticas, mas tem seus contratempos. Para quem não possui garagem, os dias de geada são uma dupla dor de cabeça: inicialmente ter que lidar com o gelo sobre pontos de visão do veículos – como vidros e espelhos – e a longo prazo ver a pintura sendo desgastada pelo choque térmico do frio seguido de sol.

O reparador Paulo da Silva, da Animacar, explica como o gelo age sobre a lataria do carro.

“O grande problema é que há o frio intenso da camada de gelo e, logo em seguida, a ação do sol esquentando toda a superfície. Essa oscilação grande de temperatura em pouco tempo vai enfraquecendo o verniz que reveste a tinta, criando manchas sobre a lataria.”

Se não for possível deixar o veículo sob abrigo, Paulinho até recomenda cobrir com alguma manta, mas não pode ser material de plástico e nem escuro. Lona de construção em hipótese alguma. Isso porque materiais não respiráveis tendem a reter a umidade na superfície do veículo e, com a temperatura alta, cria uma espécie de estufa que mancha a pintura do carro.

A principal dica dada pelo reparador é o enceramento utilizando cera líquida ou em pasta (mas neste caso, feito por um profissional da área). A técnica do polimento também é recomendada a cada ano para manter a pintura protegida não somente da geada, mas também de micropartículas, sujeira e até pequenos riscos.

“É como se a aplicação da cera impermeabilizasse a lataria, criando uma camada protetora a mais, sobre o verniz.”

Outro problema gerado pela geada em veículos a céu aberto é a camada de gelo sobre os vidros. O ideal é que os proprietários se previnam e usem na noite anterior uma mistura caseira de água e vinagre sobre o parabrisa – o ponto de congelamento menor retarda a formação de cristais de gelo. Se o vidro estiver “branquinho”, não se deve jogar água quente. O ideal é esperar o derretimento na sombra e jamais dirigir com o pára brisa congelado.

Nos carros mais antigos, é preciso ficar atento à condução e deixar o motor esquentar antes de sair.

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