
Gilson Machado, 39 anos, natural de Francisco Beltrão, está há cinco anos trabalhando de motorista do transporte escolar de Marmeleiro. É casado com a professora Paula Adriana Donatti e o casal tem um filho, o Gabriel, de 8 anos.
Gilson trabalhava na indústria Alcast do Brasil S/A, de Francisco Beltrão, e em 2016 viu pelo site da Prefeitura de Marmeleiro que seria realizado um concurso. “Aí eu pensei: vamos tentar. Vim, me inscrevi, fiz a prova e, graças a Deus passei. Tinha a prova escrita e a prova prática também, passei e fui chamado.” Em 2017 ele foi convocado para assumir a função.
Na Alcast, ele trabalhava com uma máquina laminadora de alumínio. Ficou nove anos na empresa e conta porque decidiu encarar uma mudança em sua vida.
“Como hoje em dia as coisas tão bem complicadas, lá na empresa eu tava há nove anos, mas eu poderia chegar no dia seguinte e o patrão poderia me mandar embora. Então, eu optei pelo concurso, por uma estabilidade no emprego. Talvez o salário diminuiu um pouco, mas aqui a gente tem uma estabilidade.”
Cursos de transporte coletivo
Antes de ser chamado para assumir a vaga de motorista, Gilson fez uns cursos de transporte escolar e transporte coletivo. “Eu sempre tive um sonho de comprar uma Van para o transporte coletivo, mas não consegui realizar o meu sonho, então fiz o concurso, passei e tô aqui. Peguei um micro Iveco. Hoje eu tô com um outro micro, mas maior, ano 2018.” Ele transporta cerca de 33 a 34 alunos, entre crianças e adolescentes, de segunda a sexta-feira.
Gilson conta que no começo achou que seria difícil, mas foi se adaptando à nova função e aos horários. “Graças a Deus me adaptei bem e tá sendo muito bom. Uma experiência muito boa.”
O motorista diz que às vezes é preciso parar o ônibus e conversar com os alunos por causa da bagunça. “Tem que ter uma certa paciência, mas é tranquilo, nunca tive problema mais grave.”
A parada no transporte escolar por causa da pandemia foi uma situação complicada também para os motoristas. “Ah! Foi um baque, a gente nunca imaginava que ia acontecer isso, não foi fácil. Mas enfrentamos e, graças a Deus, hoje voltou, o transporte tá normal. Indo todo mundo com todos cuidados.”
usando máscara eu uso máscara direto. Tem aluno que usa, tem aluno que não usa.”
No período que não teve transporte de alunos, Gilson ficou no Departamento de Educação. “Eu fiquei no departamento porque tenho uma doença autoimune, então, como a gente não sabia como era esse vírus… Eu levava documentos nas escolas.”
Posteriormente, com a volta do transporte, os motoristas e alunos tiveram de se adaptar, com a higienização das mãos com álcool em gel, higienizar os bancos, corrimões e outros espaços dos ônibus.
Gilson almoça em Marmeleiro. Ele leva diariamente sua marmita com almoço. Ele conta que não conhecia muito Marmeleiro, mas gostou do município. “É uma cidade pequena, de 15 mil habitantes, acolhedora, me adaptei muito bem aqui.”




