Segundo sondagem da Fecomércio e Sebrae, o valor médio das compras durante a data será 8% maior do que no ano passado.

Da assessoria e JdeB – A Black Friday faz parte da programação de compras da população brasileira. Incorporada ao calendário do varejo nacional em 2010, é a quinta data mais importante para o setor, ficando atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais. Segundo sondagem da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio) e do Sebrae, 27% dos paranaenses veem vantagem na Black Friday — que começa hoje.
Essa parcela é menor do que em anos anteriores: em 2021, 37% dos consumidores do estado acreditavam nos benefícios da data e em 2020 eram 44%. Essa queda se deve principalmente à retração nos descontos ofertados nos últimos anos. Por isso, os resultados evidenciam que as lojas precisarão baixar os preços para conquistar a confiança do paranaense e o motivar a gastar. Apesar disso, 41% dos entrevistados pretendem comprar produtos durante a promoção.
“O comércio está em aceleração neste fim de ano, beneficiado pela baixa da inflação no segundo semestre e pela conjugação da Black Friday, Copa do Mundo e Natal. Neste ano, a perspectiva dos paranaenses com relação à Black Friday retoma a patamares similares ao período pré-pandemia. Esta data de descontos, que muitas vezes é estendida por um período maior, não se limita mais aos eletroeletrônicos, mas também a outros segmentos do varejo como vestuário e calçados, eletrodomésticos, dentre outros”, observa o coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio, Rodrigo Schmidt.
Final do mês
Em Francisco Beltrão algumas lojas já começaram a divulgar ou fazer a Black Friday. Davi Nesi, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), diz que há empresas que já anunciaram a promoção, mas efetivamente a Black Friday em Beltrão deve acontecer no final do mês. Devem participar empresas locais e de rede. “Hoje todo mundo vai na onda”, analisa Davi.
Ele diz que a expectativa é positiva para o fechamento de negócios nesta promoção. “Nós, comerciantes, estamos bem otimistas com as vendas”, anuncia o presidente da CDL. Para o líder empresarial, hoje se tornou mais difícil para as empresas dar grandes desconto nas vendas. “O que era anunciado tempos atrás, de 50%, hoje tá mais difícil”, ressalta.
Para o consultor do Sebrae Lucas Hahn, a data tende a gerar frutos para o Natal e outras datas comemorativas próximas, para aqueles empresários que utilizam a Black Friday de forma séria, com descontos verdadeiros, juntamente com uma estratégia bem definida de captação, retenção e relacionamento com o cliente. “É importante utilizar estratégias de marketing para a recompra, como o cashback, cupons de descontos para a próxima compra, indicação de amigos, cartões de fidelidade, entre outras que sejam aderentes ao negócio”, explica.
Segundo Lucas, as ações precisam ser pensadas de forma estrutural, considerando custos, precificação, lucratividade esperada e retorno sobre investimento. “Planejar é a palavra-norte para se sair bem nessa Black Friday”, ressalta o consultor.
A promoção das lojas ocorre num período em que as pessoas estão se preparando para as vendas de final de ano. Conforme a pesquisa da Fecomércio, apenas 18% das pessoas entrevistadas pela pesquisa disseram adiantar as compras de Natal durante a Black Friday.
Mas o percentual de 2022 está acima dos 13,5% registrados em 2021 e representa uma oportunidade para os comerciantes alavancarem as vendas.
Entre os adeptos à Black Friday, 41,5% aguardam a data para comprar. O percentual ficou abaixo do ano passado, quando 57% esperavam novembro para fazer suas compras.
Pela projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a Black Friday de 2022 deverá movimentar R$ 4,21 bilhões no país, avançando 13% em relação ao evento do ano anterior




