O maior ídolo do Vasco da Gama faleceu domingo, dia 8, aos 68 anos, vítima de um câncer de intestino.

Por Juliam Nazaré – A morte de Roberto Miranda, domingo, 8, aos 68 anos, deixou o futebol brasileiro em luto. Maior ídolo do Vasco, com passagens por Portuguesa (SP), Campo Grande (RJ) e Barcelona (ESP), ele lutava contra um câncer de intestino, descoberto no início de 2022.
Vascaínos em Beltrão e Pato Branco
No Sudoeste, vascaínos lamentaram a perda e comentaram da admiração pelo ex-atacante e presidente do clube. O representante comercial Vagner Lopez, natural de Francisco Beltrão, morou nos entornos do Estádio de São Januário quando era pequeno. “Com 4 anos fui pro Rio. Meus pais trabalhavam numa churrascaria dentro de São Januário, que se chama Kilo Grill. Acompanhei de perto os melhores momentos da história do Vasco: vi ganhar o Brasileirão de 1997 e a Libertadores de 98”, conta.
Vagner se recorda de uma visita de Dinamite ao local de trabalho dos pais. “Eu era muito pequeno, então fui saber o que significava só mais tarde. Lembro que quando era a gestão do Eurico Miranda ele ia pouco no estádio. Tinham uma relação ruim. Eurico temia que o Dinamite entrasse na política do Vasco.”

O temor de Eurico (1944-2019) era fundado: Dinamite presidiu o Cruz de Malta entre 2008 e 2014. A gestão contou com o título inédito da Copa do Brasil em 2011, o último do clube a nível nacional, mas teve os rebaixamentos de 2008 e 2013, no Brasileirão.
O frentista Valtencir de Mello, de Pato Branco, começou a torcer pelo Gigante da Colina por conta de Roberto. “Não tive o prazer e o privilégio de ver ele jogar, mas como um bom vascaíno acompanhei a história através de vídeos e muitas reportagens. Estamos tristes não somente pelo jogador que foi, mas pela pessoa. Lembro de um jogo que ele fez o ídolo do Flamengo [Zico] vestir a camisa do Vasco da Gama. Isso prova quem ele era. Roberto sempre estará nos corações dos vascaínos pra sempre.”

Natural de Guarapuava, Antônio Carlos virou vascaíno aos 11 anos. Hoje, ele tem 51 e trabalha como vidraceiro em Francisco Beltrão. “Eu trabalhava num supermercado de Guarapuava, aos 11 anos. Lá iam muitos vascaínos e ganhei uma revista Placar, que falava da importância do Dinamite pro Vasco. Foi aí que eu conheci a história e a trajetória do clube”, conta.

Recordes na carreira
Em 22 temporadas como profissional — 1971-1992 —, Dinamite fez 1.110 jogos pelo Vasco (número insuperado até então). É o maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro, com 190 gols. Foi campeão brasileiro em 1974 e do Carioca em 1977, 82, 87, 88 e 92.
Dinamite começou a ser velado na manhã de ontem, 9, na sede do Vasco, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro. Às 10h30 desta terça, o corpo será levado em cortejo pelo Corpo de Bombeiros até Duque de Caxias, onde será sepultado.





