Os estereótipos geracionais podem fazer com que o empregador negligencie grandes talentos e deixe de explorar outras fontes de conhecimento.

Fui convidada para falar sobre esse assunto, no café com a Gerar. O ageísmo – preconceito ou discriminação profissional com base na idade de uma pessoa – ainda é muito forte na sociedade e nos ambientes profissionais. Porém, incentivar contratações de diferentes faixas etárias é algo muito benéfico para as empresas.
Atualmente, quatro gerações compõem a maior parte da força de trabalho: Baby Boomers: nascidos entre 1946 e 1964; geração X: nascidos entre 1965 e 1980; geração Y ou Millennials: nascidos entre 1981 e 1996 e a geração Z: nascidos entre 1997 e 2010. Uma pesquisa realizada pelo Linkedin diz que “89% dos profissionais de talentos afirmam que uma força de trabalho multigeracional torna a empresa mais bem-sucedida.”
Líderes de sucesso enxergam que cada geração traz insights e pontos positivos para todos os cargos. Os que sabem aproveitar as competências desses profissionais colhem os benefícios. A empresa ser mais inclusiva, estruturando departamentos e equipes de maneira diversa, equilibrando a experiência com novos talentos e permitindo que funcionários aprendam uns com os outros, só tem a ganhar.
A geração X busca estabilidade e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Respeita hierarquias no ambiente corporativo e acredita na meritocracia. Tem perfil conservador e precisa de segurança. Pondera muito sobre as suas decisões e os impactos que elas podem causar.
Já a geração Y é multitarefa, não vê a hierarquia tradicional como a melhor forma de trabalho, acredita no crescimento rápido, é criativa e busca atingir metas e sonhos por meio da inovação. É mais desprendida, gosta de arriscar.
Enquanto isso, a geração Z é a mais nova no mercado de trabalho, orientada pelo virtual. É imediatista e acredita em uma caminhada de múltiplos momentos, onde não é preciso ter apenas uma profissão ao longo da vida. Por isso tem facilidade para trocar de trabalho e de área. Tem muita facilidade com novas tecnologias, estão sempre conectados – porém, frágeis emocionalmente.
Deixar os julgamentos do lado de fora da porta, é algo a se pensar. Os estereótipos geracionais podem fazer com que o empregador negligencie grandes talentos e deixe de explorar outras fontes de conhecimento. Alguns funcionários podem surpreender: o mais novo pode ser o mais maduro, e o mais velho pode ser o mais inovador.
Incentivar a interação entre gerações faz com que a empresa “ganhe” em vários aspectos. Uma sugestão é durante os treinamentos reunir funcionários de diferentes gerações e os agrupar em faixas etárias diversas, promovendo a mentoria reversa. Reunir os mais velhos com os funcionários mais jovens para se atualizar sobre habilidades digitais e tendências geracionais, é ótimo.
E, por fim, quando acontecerem conflitos entre gerações, demonstre respeito a todos os membros da equipe. Ouça os dois lados e busque uma solução que seja a mais equilibrada possível. Líderes, incentivem contratações em diferentes faixas etárias, vocês podem identificar futuros líderes e incentivar a inovação na empresa.





