
O beltronense Claudinei de Siqueira, 30 anos, foi criado no interior do município, mas desde pequeno sempre alimentou o sonho de estar atrás de um volante de caminhão e de rodar pelas estradas do país. Antes de se tornar motorista de caminhão, ele trabalhou em outras atividades, mas a vontade era sempre estar na boleia. “Quando surgiu a oportunidade que fiz minha carteira para caminhão, primeiro comecei no setor de material de construção.
Sempre quis ir mais além e saber mais da rotina do pessoal que vive na estrada”.
Conforme suas palavras, ele decidiu “cair para o trecho” e em 2014 entrou para o ramo de transporte rodoviário. Claudinei conta que está vivendo seu sonho, apesar de todas as dificuldades. “Essa lida de estrada é muito boa. Sei que a estrada não é fácil, o povo na estrada, mas isso é a relatividade. Somos seres humanos, temos que compreender o outro e precisamos tocar o barco sempre em frente”. Claudinei diz que o local mais longe para onde já viajou com o caminhão foi o estado de Goiás e agradece a oportunidade que a empresa lhe deu.
História da estrada
Logo que se inicia em uma atividade profissional a falta de experiência faz com que possam ocorrer alguns atrapalhos. Foi o que aconteceu com Claudinei. No início da sua carreira como motorista, ele trabalhava em outra empresa e fazia entrega de ração. Sua carga final estava programada para o município de Itapeva (SP). Mas algo deu errado. “Em vez de fazer aquela entrega por último, fiz aquela por primeiro. Essa é uma história engraçada da estrada. Foi um erro que cometi, mas foi também um aprendizado”.
Dificuldades
Além de estradas esburacadas, muitas vezes sem acostamento e mal sinalizadas, Claudinei diz que a principal dificuldade é a distância da família. Os momentos mais difíceis, segundo ele, são os da despedida na hora de ir para a estrada. “A gente sai para ir e voltar, mas nunca sabemos se vamos e voltamos. A empresa nos dá muito suporte nesse sentido e nos ajuda muito. Quando atrasa a descarga, a família liga e falamos que vamos demorar mais um pouco, eles lamentam que não podemos voltar mais cedo”.
“Meu filho me disse que também quer ser caminhoneiro e eu já explico para ele sobre o planejamento”.
Gratidão
Desde que entrou na empresa Pinhomar Maravalhas, em que está hoje, Claudinei diz que sempre foi muito bem recebido por seus colegas de boleia, desde o primeiro dia e faz questão de agradecer por todo o apoio que vem recebendo.





