
O programa Debate Esportivo, que vai ao ar todas as terças-feiras à noite na TV Beltrão, apresentado por Ademir Augusto Macagnan, destacou nesta semana histórias antigas do esporte beltronense, com a presença dos ex-árbitros Jovino Paulo Viapiana e Rui Machado.
“Era um prazer muito grande ser atleta de Varzeano. Na época não tinha jogo transmitido como é hoje em dia, era só o futebol. A gente fazia jogo na Linha Macagnan em 1972 por aí e colocava mais de 700 pessoas na torcida, tinha gente pra tudo que é lado ao redor do campo, por cima dos barrancos, pra assistir aos jogos. Hoje você vai lá no Varzeano e tem 20 torcedores. O que tinha de melhor momento na vida da gente era o futebol. Por isso que quase todas as comunidades no interior tinham uma equipe no Varzeano. A gente jogava contra Linha São Paulo, Nova Seção, Linha São Roque, Seção São Miguel, Volta Grande do Marrecas, Várgea Alegre, Seção Jacaré, Seção Progresso, Água Branaca, Rio Ribebe, Água Vermelha, Santa Bárbara, Rio Saltinho, Ponte Nova do Cotegipe, Rio Guarapuava, Palmeirinha, Rio 14, Linha Jandira, eram várias comunidades”, disse Viapiana, que jogou o Campeonato Varzeano desde os seus 17 anos, atuando pelo Guatambu da Linha Macagnan, até quando completou 32 anos de idade, jogando pela Linha São Paulo. Durante 32 anos, Viapiana se dedicou à Associação de Árbitros de Francisco Beltrão, tendo sido presidente da entidade também.
“Era muito difícil apitar o Varzeano antigamente. A gente não tinha os bandeirinhas, era só o árbitro. Aí precisava pegar um parceiro de cada time pra atuar como bandeira, mas dava muita confusão, nunca sabia quando era impedimento e quando não era. Foi aí que eu parei de apitar. Um árbitro sem bandeira é como tomar banho sem sabonete”, compara Rui Machado, que é diretor da TV Beltrão.
“Eu ia apitar sozinho no Varzeano, pegava um parceiro de cada lado, mas não deixava eles marcarem impedimento, senão eles só beneficiavam as equipes dele. Eu pedi pra eles marcarem só lateral, escanteio, essas coisas mais simples. Eu tinha que ficar sempre perto da linha de impedimento pra tentar acertar a marcação, mas era bem complicado”, recorda-se Jovino Viapiana.
“Osmar Tramontina foi um pai para o esporte”
Jovino também destacou a atuação de Osmar Tramontina como Secretário de Esportes de Francisco Beltrão (em 1989 e 1990, e de 1993 a 1996). “Quando chegou o Osmar, começamos a receber pelo trio de arbitragem, aí aumentou bastante a qualidade do Varzeano. Eu lembro até hoje que o trio ganhava um salário mínimo, que é bem mais do que os árbitros recebem hoje, e o seu Osmar ainda pagava a gente adiantado. Ele era um pai para o esporte beltronense, uma pessoa que faz falta hoje em dia pra defender o nosso esporte. Ele foi dirigente do Beltrão Futsal e do Francisco Beltrão FC, sempre fazendo bons trabalhos”, comenta Viapiana.





