
Idalino, o que você pode falar sobre o convite que teve para entrar na política como candidato? Essa questão da suplência para o Senado ou mesmo a deputado estadual?
Idalino – Eu só mudei o discurso. Qual o discurso? Até então era difícil me convencer a aceitar qualquer cargo público. Até por razões ideológicas em relação a tudo o que está acontecendo nesse país. Hoje eu estou falando que eu aceito, desde que a federação dos partidos quebre o grande paradigma que no passado não deviam ter feito: eliminar a fidelidade partidária, e os partidos serem, realmente, donos de si. Eu sou um municipalista, diferentemente desses que estão atualmente exercendo cargos, tanto de deputado estadual, quanto federal, esses que se dizem municipalistas, mas fazem tudo pela federação. Eles não lutam para ter o imposto que fique aqui no município. Eles não lutam para que acabe a tal das emendas parlamentares e realmente se exerça um papel de planejamento, de distribuição de renda proporcional à população. Eles não lutam realmente pela fidelidade partidária. Eles só analisam seus próprios interesses. Eles simplesmente colocam, acima de tudo, preservar a situação pessoal de cada um deles. E eu quero fazer a mudança. E para fazer a mudança eu quero um diretório soberano, que a população local que exerça a sua soberania, que exerça a sua democracia, porque se 40 membros de um partido não tiverem uma discussão salutar, evolutiva, que todo mundo se conhece dentro da sua cidade, dentro da sua região, não é meia dúzia de deputados que estão lá em Brasília e vêm aqui apitar na realidade local. Então, se tiver um partido com coragem de quebrar todo esse paradigma e falar: você terá um partido com autonomia, com soberania, que somente os próprios membros do diretório podem dissolver a direção, aí eu estaria aceitando. Caso contrário, eu vou ficar a vida inteira batendo e batendo. A população tem que começar a entender que hoje nós somos mandados por 513 deputados, os senadores não fazem absolutamente nada, porque o jogo começa lá na Câmara dos Deputados, e em desfavor de 200 e poucos milhões da população. Então, mais ou menos nessa linha que nós estamos trabalhando hoje, para fazer uma mudança efetiva e não meia boca de mudança.
Não será um luta fácil
Idalino – Hoje o político que tem o mandato, ele se autoprotege. Não deixa formar novas lideranças, não deixa entrar novas ideias, muito menos se falar em ciência e tecnologia, como o Ronaldo está falando, eles nem passam por perto. Por quê? Porque automaticamente a evolução tecnológica vai passar um rolo compressor em cima desses que estão no comando administrativo hoje.





