Petista também defendeu a Venezuela.

O presidente Lula (PT) admitiu que a esquerda levou uma “surra” nas redes sociais, voltou a atacar o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que o Congresso tem “gente desqualificada”. As declarações foram dadas no 16º Congresso do PCdoB, partido que apoia o governo do petista. O petista afirmou que tem disposição para disputar mais cinco eleições e que muito provavelmente será candidato em 2026. “Se eu decidir ser candidato, não é só pra disputar, é pra gente ganhar essas eleições”, disse Lula.
Ele também relembrou os resultados das eleições presidenciais após a redemocratização e destacou que o PT foi ao menos segundo colocado em todos. “Só dá nós, somos primeiro ou segundo”, afirmou. “A gente tem que calibrar o discurso para falar com a sociedade brasileira.
A gente não tem que dar muita importância para a Faria Lima não, o nosso discurso é para o povo brasileiro, para aqueles que trabalham”, declarou o presidente, que disse refletir sobre a esquerda atual após gravar, quinta-feira, uma mensagem de um grupo de europeus que querem recriar um partido socialista.
Ataque a Bolsonaro
“Como se explica uma figura grotesca como Bolsonaro virar presidente da República?”, perguntou o petista em ataque ao ex-presidente. Lula também disse que os esquerdistas deixaram de falar com “milhões de pessoas que são organizadas politicamente” e cobrou o uso do discurso que a democracia é “comida na mesa, salário e mais universidades”.
Lula sai em defesa da Venezuela e diz que povo de lá é ‘dono do próprio nariz’
Lula defendeu a Venezuela, comandada pelo ditador Nicolás Maduro, ao afirmar que a população do país é dona do próprio destino e que nenhum presidente estrangeiro deve dar palpite sobre o destino do país. “O Brasil nunca vai ser a Venezuela e a Venezuela nunca vai ser o Brasil. Cada um será ele.
O que nós defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino e não é nenhum presidente de outro país que tem que dar palpite de como vai ser a Venezuela ou vai ser Cuba”, afirmou. Ao destacar a boa relação com líderes esquerdistas sul-americanos nos dois primeiros mandatos à frente da Presidência, Lula disse que teve uma boa relação com Hugo Chávez.
Segundo o presidente, a “onda rosa”, onde progressistas comandaram boa parte do continente, foi o “melhor momento político, ideológico e social da região”. “Eu tive o prazer de viver na presidência do Brasil entre 2002 e 2010, no melhor momento político, ideológico e social da América do Sul, a minha convivência com Cristina e o (Néstor) Kirchner, da Argentina), a minha convivência com Michele Bachelet, do Chile, com Tabaré Vázquez no Uruguai e Pepe Mujica, com (Fernando) Lugo no Paraguai, com (Hugo) Chávez na Venezuela, com Evo Morales na Bolívia, isso tudo acabou”, disse Lula.




