Recentemente Viviane Barci de Moraes contratou uma assessoria de imprensa e passou a falar sobre o assunto.

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, divulgou uma nota ontem, 9, falando pela primeira vez sobre os serviços prestados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Ela afirmou ter produzido 36 pareceres e realizado 94 reuniões de trabalho. A advogada tinha um contrato que previa remuneração de R$ 129 milhões ao longo de três anos.
A informação foi divulgada no fim do ano passado, depois que o contrato foi encontrado pela Polícia Federal no celular apreendido do empresário. O valor chamou a atenção porque a advogada aparecia em poucos processos judiciais envolvendo o Master.
Nos últimos dias, Viviane Barci de Moraes contratou uma assessoria de imprensa e passou a prestar esclarecimentos públicos sobre o assunto.
A mudança de postura ocorreu após a revelação de que o ministro Alexandre de Moraes trocou mensagens com Vorcaro no dia em que o empresário foi preso pela primeira vez na Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado.
Código de ética
Na nota, ela afirmou ter produzido pareceres e opiniões legais sobre assuntos relacionados ao compliance do banco, disse ter ajudado a implementar o código de ética do Master e que ainda auxiliou na “análise consultiva e estratégica de inquéritos policiais”, sem explicar quais foram esses inquéritos nem qual o serviço exato prestado. A advogada disse ainda que nunca atuou em nenhuma causa do Banco Master perante o STF.
Defesa de Vorcaro pede ao STF que conversa na prisão não seja gravada
A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as conversas dos advogados e do banqueiro no presídio não sejam gravadas.
Vorcaro está detido na Penitenciária Federal de Brasília, que integra o Complexo da Papuda. Lá, ele cumprirá a prisão preventiva ordenada pelo ministro André Mendonça, do STF, para que não obstrua as investigações das fraudes cometidas por ele e seus aliados.
O presídio onde o banqueiro está detido em Brasília prevê que as visitas aos detentos ocorram por meio de interfone, com filmagem e gravação, ou por videoconferência, também com monitoramento.
No pedido, a defesa de Vorcaro afirma que caso as visitas não possam ocorrer sem gravação, será solicitado transferência do banqueiro para outra unidade prisional. Vorcaro passará a maior parte do tempo sozinho em sua cela.
Estadão/Conteúdo






