Bisneta de Maneco Pereira “o homem que laçava com os pés”, vive em Francisco Beltrão

Geonir Vincensi, Jorge Baleeiro de Lacerda, Cantalícia F.Vincensi, Renato Muller e Elóis Rodrigues, na Cabanha Maneco Pereira.

Um dos nomes mais célebres do Rio Grande do Sul, símbolo da vida campeira, é Manoel Bento Pereira, o Maneco Pereira, que viveu de 1845 a 1926, grande parte em São Gabriel, na campanha gaúcha. Maneco ficou célebre pelo seu talento como laçador, imortalizado pelo livro de Osório Santana Figueiredo: “Maneco Pereira, o homem que laçava com os pés”. Não menos famosa ficou sua neta Maneca Pereira (1913-1964), exímia cavaleira, grande laçadora, capaz também de façanhas como filhotes de caturrita no alto de eucaliptos de 30 metros de altura.

Capa do livro de Osório Santana Figueiredo: “Maneco Pereira, o homem que laçava com os pés”.

Pois em Francisco Beltrão reside uma bisneta e um trineto de Maneco Pereira: Dona Cantalícia Fonseca Vincensi e o advogado Geonir Vincensi. A notícia de que esses parentes de Maneco viviam em Francisco Beltrão chegou ao biógrafo dos famosos jinetes, o historiador e folclorista Osório S. Figueiredo, autor do citado livro, além de outros quinze como “Carreteadas Heróicas”. Osório pediu ao estudioso Jorge Baleeiro de Lacerda (autor de “Os Dez Brasis”) que entrevistasse esses descendentes de Maneco e Maneca Pereira para ele. Baleeiro, que já foi hóspede de Osório por cinco vezes, o atendeu.

A conversa acabou acontecendo no galpão crioulo da Cabanha Maneco Pereira – criação de cavalos crioulos, na linha Eva – Francisco Beltrão. Dona Cantalícia disse a Baleeiro que é bisneta de Maneco Pereira e sobrinha-neta de Maneca. Sua avó Cecília era irmã da mãe (Maria Manoela – Princesa) de Maneca Pereira. Maneco era pai de doze filhos, tendo numerosos descendentes. Cantalícia nasceu em Cruz Alta.

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A figura de Maneco e de sua neta Maneca Pereira é, hoje, reverenciada pelos tradicionalistas de todo o Brasil. O secretário do MTG do Paraná, coletor-federal Elóis F. Rodrigues, fez questão de acompanhar Baleeiro nessa entrevista, que será divulgada entre tradicionalistas do Rio Grande do Sul.

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