SUDOESTE DO PARANÁ

Em pista simples, acidente mais graves


No Sudoeste, PRE registrou mais de 40 mortes em dez meses somente em colisões frontais.


Na região, praticamente todas as rodovias são em pista simples e as colisões frontais são o tipo de acidente mais letal.
Leandro Czerniaski/JdeB

Estradas com pista simples têm os acidentes mais graves e letais no Brasil. A constatação é de um estudo da Fundação Dom Cabral elaborado com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e que traçou o perfil dos sinistros de trânsito nas rodovias federais. A conclusão é que as colisões frontais são o tipo de acidente com maior letalidade.

A ausência de uma barreira física entre os fluxos de veículos aumenta o risco de ultrapassagens indevidas e choques frontais de alto impacto.

O levantamento indica que uma parte significativa dos acidentes graves ocorre em trechos retos e durante o dia – são situações que podem transmitir sensação equivocada de segurança e favorecer o excesso de velocidade.

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Apesar do levantamento apontar os fatores que tornam a condução mais arriscada, também trouxe dados otimistas sobre a segurança viária. Pela primeira vez em seis anos, houve redução simultânea no número de feridos graves, mortes e acidentes: foram 56.116 sinistros (-5%), 4.799 mortes (-4%) e 15.098 feridos graves (-6%) em 2025.

Flagrantes como esse, na PR-566, são comuns nas rodovias da região. As colisões frontais são o tipo de acidente mais letal: mais de 40 mortes foram registradas em dez meses.
Leandro Czerniaski/JdeB

Colisão frontal é a mais letal

Na região Sudoeste, praticamente não há rodovias com pista duplicada. E a falta de infraestrutura tem refletido números alarmantes. Entre junho do ano passado e março deste ano, foram registradas mais de 40 mortes em rodovias estaduais somente em colisões frontais.

Os dados são da 6ª Cia. da Polícia Rodoviária Estadual, que forneceu ao JdeB um balanço dos acidentes registrados pela corporação. Depois das colisões de frente vem os capotamentos, saídas de pista e atropelamentos com maior número de óbitos.

Com a concessão de parte do Corredor Sudoeste a perspectiva é de que a duplicação avance sobre a principal rodovia da região.

Pelo contrato, a EPR Iguaçu tem até 2034 para entregar 140 km de pista adicional entre Realeza e Pato Branco, garantindo mais segurança aos usuários do trecho.

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